Villas Bôas

General Vila Boas revela que houve pressão ao STF para evitar disputa de Lula a presidente de 2018

Em um livro-depoimento da FGV (Fundação Getúlio Vargas) o ex-oficial General Eduardo Villas Bôas, disse que o exército ameaçou o STF para não emitir um mandato de habeas corpus para soltar o ex-presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva da prisão.

Caso esse habeas corpus fosse emitido, Lula poderia concorrer a presidente de 2018 contra o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro.

Villas Bôas justificou a medida com a seguinte explicação.

“Tivemos um aumento nas demandas de intervenção militar. Foi muito prudente evitá-las porque depois seríamos contratados para contê-las”

Na época em que o habeas corpus de Lula estava para ser emitido, Villas Bôas postou dois Twees que diziam o seguinte:

Primeiro Tweeter

“Nessa situação que vive o Brasil, resta perguntar às instituições e ao povo quem realmente está pensando no bem do País e das gerações futuras e quem está preocupado apenas com interesses pessoais?”

Segundo Tweeter

“Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia, bem como se mantém atento às suas missões institucionais.”

Villas Bôas disse que antes de publicar esses Tweeters, as mensagens foram revisadas com outros oficiais de alto escalão do exército.

Vale ressaltar que horas antes do julgamento do STF, houve uma reunião de vários oficias do alto escalão do exército na casa do próprio Villas Bôas . Na época, eles disseram que essa reunião foi apenas para “visitar o amigo” Villas Bôas.

“Golpe”

De acordo com alguns analistas, a revelação do General, constata que houve um golpe para que o ex-presidente Lula não assumisse a presidente do Brasil. Isso fica claro na parte do trecho do Tweeter que diz o seguinte:

“Asseguro à Nação que o Exército Brasileiro julga compartilhar o anseio de todos os cidadãos de bem de repúdio à impunidade e de respeito à Constituição, à paz social e à Democracia”

No livro, Villas Bôas ainda comenta sobre a consulta de Michel Temer, presidente na época que assumiu o cargo após o impedimento da Dilma Rousseff, que perguntou a posição do exército quanto ao impeachment de Dilma.

Villas Bôas disse que o exercito praticamente deu aval ao processo nomeando o chefe do Gabinete de Segurança Institucional de Temer, o General Sérgio Etchegoyen.

Quanto ao Fernando Haddad, o General disse que caso ele fosse o vencedor em cima de Bolsonaro, o exército não o impediria de assumir a presidência.

 

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