ORIENTE MÉDIO

Rei da Jordânia diz que Israel enfrentará uma guerra de larga escala

O rei da Jordânia alertou Israel de um “conflito massivo” caso eles sigam com o plano de anexar grande parte da Cisjordânia ocupada.

 

O governo de Israel prometeu anexar grande partes dos assentamentos judaicos e o vale do Jordão. Isso poderia significar o fim do processo de paz há muito estagnado, tornando praticamente impossível estabelecer um estado palestino viável.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deu um passo à frente ao chegar a um acordo para formar um governo após mais de um ano de impasse político.

O plano de paz para o Oriente Médio proposto pelo presidente dos EUA, Donald Trump, na qual segundo alguns analistas, favorece Israel, foi rejeitado pelos palestinos. Isso deu um sinal verde à anexação, entretanto a maior parte da comunidade internacional se opõe fortemente.

“Os líderes que defendem uma solução de um estado, não entendem o que isso significaria”.

“O que aconteceria se a Autoridade Nacional Palestina desabasse? Haveria mais caos e extremismo na região. Se Israel realmente anexasse a Cisjordânia em julho, isso levaria a um conflito maciço com o Reino Hachemita da Jordânia ”. Disse o rei da Jordânia, Abdullah II, em entrevista à revista alemã Der Spiegel

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A Jordânia é um aliado ocidental próximo e um dos únicos países árabes a assinar um tratado de paz com Israel. No entanto, Abdullah se recusou a dizer se a anexação ameaçaria esse acordo.

“Não quero fazer ameaças e criar uma atmosfera de desacordo, mas estamos considerando todas as opções. Concordamos com muitos países da Europa e da comunidade internacional que a lei da força não deve ser aplicada no Oriente Médio “, afirmou.

União Europeia

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia, estavam planejando dar as boas-vindas à formação de um novo governo israelense e oferecer a cooperação do bloco. No entanto, Netanyahu e seu rival, Benny Gantz, adiaram a tomada de posse de seu novo gabinete.

Netanyahu também vem enfrentando problemas internos no seu partido, onde tenta reprimir brigas dentro do Likud.

O acordo alcançando entre a coalizão, permite que Netanyahu apresente uma proposta de anexação no dia 1º de julho. Enquanto isso, os ministros da União Europeia estão trabalhando com Israel para conseguir um acordo comum caso a anexação siga em frente.

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O bloco europeu formado por 27 países, condenou a expansão dos assentamentos israelenses e alertou contra a anexação. No entanto, os países membros parecem estarem divididos quanto a tomada de uma ação importante, como por exemplo, impor sanções.

“Esta é uma questão muito divergente dentro do conselho. Tudo na política externa requer unanimidade, especialmente sanções. Então, por enquanto, estamos longe de discutir tais ações.”, disse o chefe de política externa da UE, Josep Borrell.

Borrell complementou dizendo que as conversas são importantes para definir as posições dos 27 países sobre “o respeito ao direito internacional, e como podemos julgar a anexação anunciada para esclarecer a posição da União Europeia”.

Por fim, basta agora ver como será o comportamento de Netanyahu até o dia da sua decisão.

CG ADM

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