EUROPAREINO UNIDO

Johnson rejeita pedido de Trump, e se mantém no acordo nuclear com Irã

Johnson

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reiterou nesta quinta-feira que o seu compromisso com o acordo nuclear do Irã.

A declaração ocorreu após um telefonema com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, disse o porta-voz do premiê.

“O primeiro-ministro conversou com o presidente Rouhani, do Irã, nesta manhã. Eles discutiram a situação na região após a morte de Qassam Soleimani, e o premiê portanto pediu o fim das hostilidades”, disse o porta-voz a repórteres.

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“O premiê reiterou que o compromisso contínuo do Reino Unido com o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global) e portanto com o diálogo contínuo para evitar a proliferação nuclear e reduzir as tensões”, afirmou ele, acrescentando que a posição britânica é, portanto, de que o acordo é o melhor possível.

Em seu discurso de quarta-feira, Donald Trump pediu aos países que ainda estão no acordo nuclear o abandonem.

Os países que seguem no acordo são: Alemanha, China, Reino Unido, Rússia e França. O irã já saiu do acordo.

Portanto, o acordo é visto como sem eficiência, já que o Irã não faz parte do mesmo.

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Qassem Soleimani, chefe de uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã e um dos homens mais poderosos do país, morreu em um ataque com drone dos Estados Unidos na semana passada, em Bagdá, no Iraque.

Os iranianos prometeram vingança e, nesta semana, eles atacaram com 22 mísseis duas bases americanas no Iraque. Não houve mortos em consequência desses disparos.

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O ACORDO DEFENDIDO POR JOHNSON.

O acordo nuclear com o Irã que Johanson defende foi alcançado em julho de 2015, após quase 20 meses de negociações, entre o Irã e um grupo de potências internacionais, liderado pelos EUA.

O chamado grupo P5 + 1 – cinco membros do Conselho de Segurança da ONU mais a Alemanha aceitou encerrar as sanções ligadas ao programa nuclear iraniano.

O Irã portanto deveria desmantelar o seu programa nuclear.

O pacto entrou em vigor em outubro de 2015 e passou a ser aplicado de fato em janeiro de 2016.

O acordo só vigorou após a Agência Internacional de Energia Atômica (IAEA) ter verificado que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos.

Isso, portanto, levou ao levantamento, quase imediato, das sanções de países e da ONU relacionadas ao programa nuclear do Irã.

Incluindo as aplicadas aos setores de finanças, comércio e energia. Bilhões de dólares de bens congelados de iranianos foram liberados.

EUA SAEM DO ACORDO.

Em 2018, Donald Trump saiu unilateralmente do acordo. Durante sua campanha presidencial, ele criticou o pacto, e afirmou que ele deveria incluir dois itens:

– A proibição da atuação do Irã em conflitos regionais no Oriente Médio.

– E limites ao armamento não-nuclear do país.

O irã e outros chefes de estado, inclusive Johnson rejeitaram categoricamente essas exigências.

Em retaliação, o governo iraniano vem portanto quebrando várias partes do pacto.

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Em setembro de 2019, o país abandonou os limites para pesquisa e desenvolvimento nuclear, e, em julho, ultrapassou o limite do estoque de urânio enriquecido previsto no trato.

Em novembro do ano passado, O irã anunciou que está operando 60 centrífugas avançadas do tipo IR-6, o que portanto representa mais uma violação do acordo nuclear.

Ao iniciar as centrífugas IR-6, o Irã reduziu ainda mais o prazo de um ano estimado por especialistas para criarem uma arma nuclear.

CG ADM

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