Venezuela exige uma retratação do Brasil, que faz pouco caso das críticas

Tensão Brasil e Venezuela.

O ministro das Comunicações da Venezuela, Jorge Rodríguez, voltou a acusar Brasil e Peru de participação no assalto a um batalhão do país.

Rodríguez ainda acusou o presidente da Colômbia, Iván Duque, de também patrocinar o ataque, para desencadear um incidente militar.

Que “Portanto causaria uma intervenção americana”.

Leia também
Brasil nega envolvimento em ataque na Venezuela após acusações

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil negou quaisquer participação brasileira nos ataques, e acusou Maduro de fazer críticas infundadas.

O ministro disse ainda, em entrevista coletiva, que “Portanto está clara a intenção dos desertores que seria promover atos terroristas em seu próprio país.

Os desertores ainda planejariam a derrubada de um avião da Força Aérea Colombiana, em território colombiano, para portanto culpar Caracas.

“Para culpar a força armada bolivariana venezuelana. Portanto para que os EUA pudessem intervir militarmente na Venezuelana”, acusou Rodríguez.

No domingo, ele já havia acusado o Brasil de dar apoio aos grupos responsáveis pelos ataques, chamados de “Operação Natal Sangrento”.

 [O presidente] Jair Bolsonaro diz que não tem nada a ver com isso, portanto pergunte quem foram as pessoas que financiaram essas pessoas por 15 dias em um hotel na cidade de Pacaraima — disse Rodríguez em pronunciamento na TV estatal. — Portanto nos entreguem quem financiou os criminosos em Pacaraima.

BRASIL NEGA ACUSAÇÕES.

Mais tarde, em uma segunda nota, o Itamaraty voltou a negar qualquer envolvimento no episódio.

“Reiteramos que o governo brasileiro não tem qualquer participação nas ações em questão ocorridas dentro do território venezuelano. Portanto o Brasil não tem quaisquer satisfações a prestar ao regime ilegítimo venezuelano sobre a presença de venezuelanos em território nacional”, dizia a declaração.

Leia também
Líbia: Haftar teria recebido novos caças MIG-25, MIG-27, SU-22 e Mirage

Jorge Rodríguez apontou ainda diretamente para o governo da Colômbia, que, segundo ele, protegia os acusados do ataque.

Que teria agido em conluio com os deputados oposicionistas Gilber Caro, Gaby Arellano, José Olivares e Ismael León.

PERU E COLÔMBIA TAMBÉM NEGAM PARTICIPAÇÃO E CHAMAM MADURO DE ILEGÍTIMO.

O governo do Peru negou qualquer participação no episódio, chamando de falsas as acusações feitas pelo chanceler Jorge Arreaza, de que o grupo estaria baseado no país.

O chanceler Gustavo Meza-Cuadra ainda reiterou seu compromisso com “uma solução pacífica” que “permita o retorno para a democratização e, portanto, o fim do regime ilegal de (Nicolás) Maduro”.

Em comunicado, a Chancelaria colombiana rechaçou as palavras do governo de Nicolás Maduro e fez um alerta à comunidade internacional.

“Portanto diante de acusações temerárias por parte de um regime que apenas tenta distrair a atenção frente aos graves problemas internos ao inventar inimigos externos”.

Maduro já acusou o atual presidente, Iván Duque, de tentar fomentar um conflito com a Venezuela, financiar grupos ligados à oposição e até de planejar seu assassinato.

Leia também
Haftar determina a imediata deportação de 200 imigrantes africanos

Outrora aliados, as relações entre Brasil e Venezuela azedaram depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, em 2016,  e a chegada de Michel Temer ao poder.

Com a eleição de Jair Bolsonaro, o Brasil reconheceu Juan Guaidó como presidente venezuelano e agiu para efetivamente isolar Nicolás Maduro.

MILITARES E MINISTROS MILITARES DA VENEZUELA REJEITAM CULPAR O BRASIL.

Os militares da Venezuela, bem diferente dos líderes políticos civis, tem se recusado à culpar o Brasil, portanto ignorando as declarações de seus colegas civis.

O ministro da Defesa da Venezuela, General Vladimir Padrino, se limitou a acusar a Colômbia e militares desertores pelo ataque.

Padrino é o militar mais influente do país, portanto, suas declarações costumam ter influência nas tropas.

“Na madrugada de hoje, foi assaltada uma unidade militar no sul do país, por setores extremistas da oposição, sendo subtraído um lote de armas desta unidade”, tuitou o ministro da Defesa.

“Deste ataque terrorista resultou falecido um membro da tropa do Exército”, acrescentou o ministro, sem dar detalhes sobre o ocorrido.

Mostrar mais

SKYFORCE

Olá eu sou o SKYFORCE e eu sou Administrador e editor da página e do site Conflitos e Guerras. Tenho como objetivo trazer notícias e informações diárias à todos vocês, sempre de forma séria e imparcial

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Artigos relacionados

Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios