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História: Há 128 anos, falecia Dom Pedro II, o último Imperador do Brasil

Foto da História. A Família imperial em sua última fotografia no Brasil.

Olá pessoal, trago à vocês hoje mais uma matéria de história, dessa vez, falando do aniversário da morte de Dom Pedro II, o último Imperador coroado do Brasil.

Além é claro sobre os últimos anos da vida de Dom Pedro, e sobre o exílio imposto pelo governo republicano brasileiro contra o Imperador, e um pouco sobre os motivos que levaram à sua queda.

Espero que gostem dessa matéria de história,

BIOGRAFIA.

Dom Pedro II do Brasil, O Magnânimo. Foi o segundo e último imperador corado do Brasil, tendo subido oficialmente ao trono aos 14-15 anos de idade, após o “golpe da maioridade”.

Tendo assumido devido à crise durante o período regencial, que foi causado após a renúncia de seu pai, Dom Pedro I, quando Dom Pedro II ainda era uma criança muito pequena de apenas 5 anos.

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Dom Pedro II foi o filho mais novo de Dom Pedro I e de sua esposa, a imperatriz Dona Maria Leopoldina da Áustria, com o imperador tendo ainda duas irmãs mais velhas legítimas.

Passou a maior parte de sua infância e adolescência estudando em preparação para imperar. Suas experiências com intrigas palacianas e disputas políticas durante este período tiveram grande impacto na formação de seu caráter.

Herdando um império no limiar da desintegração, Pedro II consolidou a unificação do Brasil, entrando na história nacional como um conciliador.

Sob seu governo, o país também foi vitorioso em três conflitos internacionais (a Guerra do Prata, a Guerra do Uruguai e a Guerra do Paraguai).

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O brasil ainda prevaleceria em outras disputas internacionais e tensões domésticas.

Ao Imperador são dados alguns títulos, entre eles: “Pai da telefonia brasileira”, “Patrono das Artes e Ciências”, “Pai da fotografia brasileira” e “Pai da astronomia brasileira”.

PRELÚDIO DA REVOLTA REPUBLICANA.

Nos anos de 1880, a situação política brasileira entrava em um ponto delicado, o imperador havia perdido muitos apoios cruciais, principalmente dos Senhores de Engenho, e de oficiais do Exército Imperial.

Políticos do Partido Republicano brasileiro, e militares do Exército Imperial, começavam a falar abertamente contra o Imperador, assim como jornais do Rio de Janeiro e de São Paulo.

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Nesses jornais, publicavam-se imagens satíricas contra a imagem de Dom Pedro II, debochando de seu jeito de se vestir, visto como simples e até “pobre”.

Vários movimentos começaram a surgir, com a intenção de derrubar o regime monárquico, porém, devido à grande popularidade do Imperador junto à população, na Marinha Imperial e nos regimentos de outros estados, tais planos não conseguiam sair do papel.

As cartas que Pedro II escreveu neste período revelam um homem cansado do mundo, cada vez mais triste e pessimista.

Ele permanecia fiel às suas obrigações como Chefe de Estado e era meticuloso em seu cumprimento, apesar de frequentemente sem entusiasmo.

As figuras políticas da história nacional que surgiram na década de 1830 olharam para o imperador como provedor de uma fonte fundamental de autoridade.

Portanto essencial na história tanto para governar quanto para a sobrevivência nacional.

Porém, esses líderes em sua maioria já haviam falecido nos anos 1880, algo que colocava o Imperador em uma situação ainda mais delicada.

Em grande contraste com aqueles da era anterior, a nova geração não via razão para manter a instituição imperial como força benéfica unificadora para a nação.

REJEIÇÃO À CONDE D’EU, E A FALTA DE UM HERDEIRO AO TRONO.

A falta de um herdeiro que pudesse prover de forma possível uma nova direção para a nação também diminuiu as perspectivas a longo termo para a continuação da monarquia brasileira.

A constituição imperial permitia que uma mulher assumisse o trono imperial, no caso, a herdeira por direito era a Princesa Dona Isabel de Orleans e Bragança, do Brasil.

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O imperador amava sua filha Isabel, mas ele temia uma rejeição por parte das elites brasileiras à ideia da princesa assumir o trono.

E para piorar a situação, o marido de Princesa Isabel, Gastão de Orléans, o Conde d’Eu, era extremamente impopular entre as Forças Armadas Imperiais, a classe política, a elite, e até entre a população.

O fato de Conde d’Eu falar pouco o português, de ser supostamente arrogante, e pelo fato de se vangloriar por feitos militares na Guerra do Paraguai, apesar de só ter entrado no conflito ao fim do mesmo, piorava ainda mais a sua imagem.

Todos, inclusive o Imperador, temiam uma possível influência do Conde francês em um futuro governo da Princesa Isabel, pois a mesma escutava muito seu marido.

REPUBLICANISMO NESSE PERÍODO.

Curiosamente, o republicanismo nunca foi muito popular na história no Brasil, devido principalmente à grande popularidade de Dom Pedro II junto ao povo.

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O republicanismo era visto como um credo elitista que nunca conseguia florescer no Brasil.

ESCRAVIDÃO NO BRASIL.

A vitória diplomática sobre o Império Britânico e a vitória militar sobre o Uruguai em 1865, seguida da vitória na guerra com o Paraguai em 1870.

Jogou o Brasil na chamada Era Dourada e mostrou o apogeu do Império brasileiro, mas uma coisa incomodava o Imperador: A escravidão.

Tanto Dom Pedro II quanto seu pai e antecessor, Dom Pedro I, eram firmemente contrários à escravidão, porém, nunca conseguiam aboli-lá na história.

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O motivo de não conseguirem abolir a escravidão anteriormente, era devido à feroz oposição feita pela elite agrária brasileira à abolição, que entrou na história.

Além do fato de tanto as Forças Armadas Imperiais, quanto a população brasileiras serem totalmente indiferentes à abolição.

No entanto, isso mudaria com as declarações abertamente abolicionistas do Duque de Caxias e do Marechal Osório, o que fortaleceu o discurso do Imperador.

O imperador não tinha autoridade constitucional para diretamente intervir e pôr um fim na escravidão. Só quem podia por fim à escravidão era o Parlamento imperial.

Seu primeiro movimento público contra a escravidão ocorreu em 1850, quando ameaçou abdicar a menos que a Assembleia Geral declarasse o tráfico negreiro no Atlântico ilegal.

PRIMEIRAS MEDIDAS ANTI-ESCRAVIDÃO.

A Inglaterra também havia proibido o transporte de escravos da África para as Américas, o que não enfrentou oposição do Imperador.

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Após a fonte estrangeira do fornecimento de novos escravos ter sido eliminada, Pedro II dedicou sua atenção no começo dos anos 1860 em remover a fonte restante: A escravidão de crianças nascidas como escravos.

Porém o conflito com o Paraguai atrasou a discussão da proposta na Assembleia Geral.

Pedro II abertamente pediu a gradual erradicação da escravidão na Fala do trono em 1867. E foi pesadamente criticado, e sua foi foi condenada como “suicídio nacional”.

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Opositores frequentemente diziam que “a abolição era seu desejo pessoal e não o desejo da nação”

Foi decretada a lei “Lei do Ventre Livre” em 28 de setembro de 1871, sendo uma Lei vital para a história, sob a qual todas crianças nascidas de mulheres escravas após aquela data eram consideradas livres.

Pouco depois houve ainda a Lei dos sexagenários, em que escravos eram libertados assim que completassem 60 anos.

FIM DA ESCRAVIDÃO.

No ano de 1888, a escravidão chegaria ao fim, quando no dia 13 de maio desse ano, a Princesa Isabel, que governava como regente do Brasil, assinou a Lei Imperial n.º 3.353.

Essa Lei entrou para a história brasileira, dando oficialmente o fim à escravidão em todo o território imperial brasileiro.

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Como dito antes, a família imperial sempre se apos à escravidão, porém nunca conseguira erradica-la devido à oposição da elite agrária, e pela falta de interesse por parte das Forças Armadas Imperiais e da população no geral.

Porém, devido à forte oposição à escravidão feita pelos Marechais Duque de Caxias, Osório e Deodoro da Fonseca, o Imperador finalmente poderia por fim à isso, mas pagaria um preço alto.

Em junho de 1887, a saúde do imperador havia declinado consideravelmente, e seus médicos sugeriram que ele buscasse tratamento na Europa.

Por isso, Dom Pedro II não estava no Brasil quando foi assinada a Lei Áurea.

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O Imperador chegou a receber até mesmo a Extrema Unção, seguindo a sua fé católica, pois acreditava que ira falecer.

Mas Dom Pedro, sobreviveu, e foi informado oficialmente do fim da escravidão no Brasil em 22 de Maio de 1888, quando ainda se tratava em Milão, Itália.

O Imperador, muito debilitado, e ainda acamado declarou oficialmente: “Demos graças a Deus. Grande povo! Grande povo!” e desatou a chorar copiosamente.

ELITE AGRÁRIA SE REVOLTA.

Após a declaração do fim da escravidão, os grandes fazendeiros do café, grandes usuários da mão de obra escrava, passaram `{a apoiar o republicanismo.

Previsões de perturbações na economia e na mão de obra causadas pela abolição da escravatura não se realizaram e a colheita de café de 1888 foi muito bem-sucedida.

Os fazendeiros consideraram a abolição como confisco de propriedade privada, e exigiram uma resposta das Forças Armadas Imperiais.

Porém, as Tropas imperiais eram abertamente abolicionistas, e não atenderam os pedidos da elite agrária pela volta da escravidão.

DOM PEDRO VOLTA AO BRASIL.

Em 22 de Agosto de 1888, Dom Pedro II voltou ao Brasil, após ter se tratado na Europa por mais de um ano.

Ao chegar, diferentemente do esperado inicialmente pelos jornais e pela elite, Dom Pedro foi ovacionado pela população, com festas até mesmo em outras províncias brasileiras distantes do Rio de Janeiro.

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O Imperador após chegar com o objetivo de evitar uma reação republicana, o governo aproveitou o crédito fácil disponível no Brasil como resultado de sua prosperidade e disponibilizou grandes empréstimos a juros baixos aos cafeicultores.

Além ainda de distribuir fartamente títulos de nobreza e outras honrarias a figuras políticas influentes que haviam se tornado descontentes.

O governo imperial também tomou medidas indiretas para administrar a crise com os militares revivendo a moribunda Guarda Nacional, que então existia praticamente apenas no papel.

Porém, essas medidas mais irritaram do que acalmaram os revoltosos.

SE INICIA O MOVIMENTO ANTI-MONARQUIA.

A reorganização da Guarda Nacional foi iniciada pelo gabinete em agosto de 1889, e a criação de uma força rival levou os dissidentes no corpo de oficiais do exército a cogitarem atos extremos.

 Para ambos os grupos, republicanos e militares dissidentes, havia se tornado um caso de “agora ou nunca”, pois acreditavam que Dom Pedro II estava perto de descobrir o movimento.

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Apesar de não haver desejo entre a maior parte da população brasileira para uma mudança na forma de governo, os republicanos civis passaram a pressionar os oficiais civis a derrubar a monarquia

Os movimentos contavam com o forte financiamento da elite agrária, ao mesmo tempo em que alguns grupos católicos também começavam à se opor ao Imperador.

ATENTADO CONTRA O IMPERADOR.

Em 15 de julho de 1889, o Imperador Dom Pedro II sofreu um atentado a tiros quando saía de um teatro no Centro do Rio de Janeiro.

O Atentado de Julho, como ficou conhecido, foi fracassado, pois nem o Imperador e nem ninguém da comitiva fora atingido.

O ataque foi realizado na saída do Imperador do concerto da violinista Giulietta Dionesi.

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Enquanto saía, o Imperador foi surpreendido por um jovem bem vestido que atirou contra a carruagem do imperador com gritos enaltecendo a república.

No entanto, não conseguiu atingir o monarca brasileiro.

 O terrorista conseguiu fugir, porém, foi reconhecido e capturado pela polícia.

O rapaz era Adriano Augusto do Valle, um republicano português, portanto, um feroz opositor da monarquia.

O imperador, apesar do ocorrido, decidiu não levar o processo adiante, pois desejava impedir uma grande repercussão do ocorrido e com isto, o movimento republicano ganhar mais moral e destaque.

No entanto, a população fluminense ficou sabendo do ataque, e diferente do esperado, se pôs ao lado do Imperador.

É PROCLAMADA A REPÚBLICA BRASILEIRA.

No dia 15 de Novembro de 1889, um dia que entrou para a história nacional, as forças republicanas, lideradas pelo Marechal Deodoro da Fonseca, proclamaram a República Dos Estados Unidos do Brasil.

A revolta foi feita após terem um informado à Deodoro da Fonseca, que Dom Pedro pretendia nomear um velho desafeto do Marechal para o cargo de Chefe do Gabinete, equivalente à um Primeiro-Ministro.

Deodoro, enfurecido, assinou então o documento pondo fim a monarquia brasileira, e iniciando assim a República Federativa do Brasil, e entrou na histórica como primeiro presidente do Brasil.

RECEIO DOS REPUBLICANOS.

Quando foi proclamada a República, poucos oficiais apoiaram a decisão, pois como mencionado antes, o Imperador possuía um grande apoio popular.

Portanto, devido à isso, os revoltosos ficaram com medo de levar a decisão da proclamação até Dom Pedro, em Petrópolis.

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Foi feita uma “votação” entre as lideranças republicanas, e decidiram que Deodoro iria levar a mensagem, porém, o Marechal rejeitou esse hipótese, pois estava “sem jeito” para tal.

Deodoro, além de estar enfermo, era muito amigo do Imperador, e curiosamente, era um monarquista convicto, à ponto de pouco após a proclamação, ter afirmado “Não vejo futuro para o Brasil, se não com o Imperador e a monarquia.”

O Marechal ainda afirmou para os demais revoltosos “Não posso ir até ele, não depois disso. Se eu for, e o Velho começar a chorar, eu começarei a chorar, portanto, tudo estará terminado.”

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No dia seguinte, o Major Frederico Sólon de Sampaio Ribeiro entregou a dom Pedro II uma comunicação, cientificando-o da proclamação da república e ordenando sua partida para a Europa.

REAÇÃO DO IMPERADOR E DOS MONARQUISTAS.

Ao saberem da revolta, Dom Pedro II, simplesmente afirmou: “Estão loucos? Ingratos.” E começou a andar por seu gabinete em Petrópolis.

Dona Tereza Cristina, a Imperatriz do Brasil, começou a chorar. A Princesa Isabel se sentou e ficou olhando para um lado do gabinete.

Já o Conde D’Eu, começou a organizar um contra-golpe contra as forças republicanas, que já tinham o controle de parte da cidade do Rio de Janeiro.

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As Forças militares de Petrópolis e de toda a Região Serrana do Rio, se mantiveram leais ao Imperador, igual as tropas de Minas Gerais e de São Paulo.

As forças do Nordeste e do Sul também deram sinais de estarem ao lado do Imperador, assim como, as forças policiais da maioria dos estados.

A Matinha Imperial Brasileira, a Imperial Armada, declarou total apoio ao Imperador, com nenhum único regimento naval tendo se rebelado.

Portanto, se acreditava no dia que as forças monarquistas seriam capazes de sufocar a revolta.

Porém, surpreendendo tanto os monarquistas quanto os republicanos, o Imperador decidiu não reagir militarmente, pois não queria derramamento de sangue no Brasil.

De acordo com historiadores, Dom Pedro teria sim total capacidade para sufocar a revolta republicana, pois possuía apoio da maior parte das tropas policiais e do Exército Imperial, além é claro de ter apoio total da Marinha Imperial.

DOM PEDRO DECIDE SAIR DO BRASIL SEM RESISTIR.

Após decidir não resistir a revolta, o Imperador declarou: “Se assim é, será minha aposentadoria. Trabalhei demais e estou cansado. Agora vou descansar”.

Temendo que, mesmo sem o Imperador querer, as tropas monarquistas se revoltassem, e temendo ainda uma revolta popular, as forças republicanas decidiram levar o Imperador embora do Brasil, de Madrugada.

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O imperador e sua família embarcaram então no Navio da Marinha Imperial, o Vapor Alagoas, e foram então para a Europa.

EXÍLIO.

Dom Pedro II, agora Imperador exilado do Brasil, chegou na Europa pouco após a revolta republicana, desembarcando em Lisboa, Portugal, onde fora recebido por uma multidão.

Imperatriz Teresa Cristina faleceu na cidade do Porto, três semanas após a sua chegada à Europa, vítima de insuficiência cardíaca.

A imperatriz caiu em uma forte depressão após a revolta, o que piorou o seu já frágil estado de saúde, causando o seu falecimento.

A morte da imperatriz causou ainda mais tristeza no Imperador, deixando sua saúde muito debilitada.

A Princesa Isabel e sua família se mudaram para outro lugar enquanto seu pai se estabeleceu em Paris.

Os membros da família imperial recusaram as ofertas de ajuda financeira feitas por líderes europeus e americanos, com o Imperador passando seus últimos dois anos de vida em hotéis baratos.

O imperador ficou se mantendo com ajuda financeira de seu amigo, o Conde de Alves Machado.

FALECIMENTO DO IMPERADOR.

Os dois últimos anos de vida de Dom Pedro II foram solitários e melancólicos, para poder se animar um pouco, o Imperador passeava pelo Rio Sena, e fazia caminhadas por Paris.

Curiosamente, a população de Paris sempre demostrava afeto pelo Imperador.

Um certo dia, o Imperador fez um de seus passeios pelo Rio Sena, até tarde da noite, e afirmou ter sentido com frio.

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Dom Pedro II, voltou então para o Hotel onde vivia, o Hotel Bedford, onde afirmou estar sentindo frio, e que acredita que estava ficando  resfriado.

Rapidamente, esse resfriado evoluiu para uma Pneumonia, que às 00:35 da Madrugada do dia 05 de Dezembro de 1891, matou Dom Pedro II, o último Imperador do Brasil.

Suas últimas palavras foram: “Deus que me conceda esses últimos desejos — paz e prosperidade para o Brasil.”

Enquanto preparavam o corpo do Imperador para o seu velório, o Conde D’Eu encontrou um saco escuro com terra, e uma carta, escrita à mão por Dom Pedro II.

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Na carta estaca escrito: “É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria”.

O pacote que continha terra de todas as províncias brasileiras foi colocada dentro do caixão.

CERIMONIA FÚNEBRE.

A Princesa Isabel desejava realizar uma cerimônia discreta e íntima, mas acabou por aceitar as insistências do governo francês de realizar um funeral de Estado.

O cortejo fúnebre do Imperador foi acompanhado por uma multidão gigantesca, vinda de toda a Europa, do Oriente e das Américas.

Reis, nobres, presidentes, primeiros-ministros, representantes políticos, líderes da Igreja Católica, monarcas árabes e africanos compareceram ao enterro do Imperador.

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De acordo com jornais franceses, “Esse dia é da história. Nunca se havia visto tanta comoção por um líder estrangeiro na França. Ainda mais um monarca”.

o ex-rei Francisco II das Duas Sicílias, a ex-rainha Isabel II da Espanha, Luís Filipe, Conde de Paris, eram alguns dos presentes.

Também estavam presentes o General Joseph Brugère, representando o Presidente Sadi Carnot, os presidentes do Senado e da Câmara.

Assim como senadores, deputados, diplomatas e outros representantes do governo francês.

Até mesmo países longínquos como Turquia, China, Japão e Pérsia enviaram importantes representantes.

Em seguida o caixão foi levado em cortejo até a estação de trem, de onde partiria, portanto para Portugal, em uma viajem que entrou para a história.

Apesar da chuva incessante e da temperatura extremamente baixa, cerca de 300 mil pessoas assistiram ao evento.

A viagem prosseguiu até a Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, onde o corpo de Pedro II foi depositado no Panteão dos Braganças em 12 de dezembro.

REAÇÃO BRASILEIRA À MORTE DO IMPERADOR.

Os membros do governo republicano brasileiro, “temerosos da grande repercussão que tivera a morte do imperador”, negaram qualquer manifestação oficial.

O Brasil foi “acusado” pela mídia europeia de ser o único país ocidental à não enviar um único representante para o cortejo do Imperador.

Algumas fontes da história afirmam na verdade, que os governos europeus teriam na verdade se recusado a convidar o governo republicano ao enterro.

Contudo, a população brasileiro não ficou indiferente ao falecimento de Dom Pedro II, com a população tendo desafiado abertamente o governo brasileiro, e declarado Luto.

Comércios por todo o Brasil fecharam as portas, escolas suspenderam as aulas.

Bandeiras em prédios públicos, quarteis das Forças Armadas e da Polícia foram postas à meio-mastro.

Apesar de o governo ter proibido tais atos, o mesmo se viu sem capacidade de reprimir os movimentos.

Todas as igrejas e capelas do Brasil emitiram toques de finados(usados em momentos de grande luto), civis e militares puseram tarjas pretas nas roupas.

Dezenas de milhares de missas foram realizadas em todo o território nacional, com milhares de comícios sendo realizados enaltecendo a figura do Imperador.

POPULARIDADE.

De acordo com historiadores, o Imperador possuía no dia da revolta republicana, entre 70% e 90% de popularidade com a população.

Portanto, devido à isso, a revolta republicana acabou não possuindo apoio popular, sendo realizada apenas com apoio das elites política, agrária e militar.

A historiadora Lídia Besouchet afirmou que “raramente uma revolução havia sido tão minoritária”.

Muitas revoltas aconteceriam após a morte do Imperador, com civis, principalmente mais pobres, iniciando várias revoltas.

O governo republicano suprimiu todas essas revoltas, deixando um grande número de mortos por todo o Brasil.

VOLTA AO BRASIL.

Em 1921, o governo brasileiro autorizou formalmente, a volta de Dom Pedro II e de sua família ao Brasil.

Os corpos de Dom Pedro II e de sua esposa foram levados para Petrópolis, onde foram enterrados oficialmente com honras de estado.

Um feriado nacional foi decretado e o retorno do imperador como herói da história nacional foi celebrado no país.

Milhares participaram da cerimônia principal no Rio de Janeiro, que entrou na História do Brasil.

O historiador Pedro Calmon descreveu a cena: “Os velhos choravam. Muitos ajoelhavam-se. Todos batiam palmas. Não se distinguiam mais republicanos e monárquicos. Eram portanto brasileiros”

ENTÃO É ISSO, PESSOAL, ESPERO QUE TENHAM GOSTADO.

FONTES: BRASIL ESCOLA, HISTÓRIA DO BRASIL, GOVERNO BRASILEIRO, INFOESCOLA E SÓ HISTÓRIA.

História.

CG ADM

Olá caros leitores! Meu nome é Hericson, mais conhecido por vocês como CG_ADM. Sou o fundador da rede de noticia militar, Conflitos e Guerras. Espero poder está sempre ao lado de vocês provendo noticias de qualidade.

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Um Comentário

  1. O Brasil foi um país projetado para dar certo. Tínhamos uma economia estabilizada, instituições sólidas e confiáveis, amadurecimento da sociedade, artes, literatura, a última década do século XIX prometia ser um período de profundas mudanças no governo e na sociedade como a adoção do sistema federalista, sufrágio feminino, distribuição de terras para ex-escravos e industrialização.
    José Bonifácio afirmava que “o brasileiros será o próximo ateniense se não cair na tirania de Estado”, e foi justamente o que aconteceu. Veio a República unica e exclusivamente para atender a interesses pessoais das oligarquias e há 130 anos tem cumprido esse papel.

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