EUA aprova medida para apoiar muçulmanos da China, e irritam Pequim

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EUA-China.

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou por ampla maioria nesta terça-feira uma resolução para pedir ao presidente Donald Trump que endureça medidas contra a China pela repressão do governo chinês à minoria islâmica uigur.

Aprovada na Câmara por 407 votos a 1, a medida ainda deverá passar pelo Senado e receber aprovação de Trump para começar a valer, ambos já sinalizaram apoio à medida, portanto, é esperada sua aprovação.

O Ministério das Relações Exteriores da China reagiu com “indignação” e pediu às outras instâncias dos EUA que evitem que o projeto se torne lei.

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Segundo a chancelaria chinesa, os deputados dos EUA não tem direito de agir nessa questão, portanto, estariam interferindo em assuntos internos.

A minoria étnica muçulmana uigur vive na província de Xinjiang, conquistada pelo governo central chinês em 1949.

Até hoje, esses descendentes dos turcomanos lutam pela independência de sua província, rica em recursos naturais.

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PROVÍNCIA DE XINJIANG.

Xinjiang tem petróleo, gás, carvão, ferro, ouro e uma rica agricultura. É um dos mais importantes celeiros da China. Além disso, sua posição estratégica é chave, portanto, o local é vital para Pequim.

Antes, agia como defesa contra a União Soviética, hoje serve como anteparo às repúblicas muçulmanas vizinhas.

A China é acusada de manter campos de concentração em Xinjiang para a minoria uigur.

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Documentos publicados pela imprensa norte-americana mostraram que eles são aprisionados em massa para serem submetidos a tratamentos para se livrarem do que Pequim chama de “vírus do extremismo religioso”.

Em novembro, documentos mostraram como a China controla tudo nos campos de detenção na região de maioria muçulmana de Xinjiang. Desde a frequência dos cortes de cabelo até quando as portas são fechadas.

EUA PROÍBEM COMÉRCIO COM EMPRESAS CHINESAS ACUSADAS DE PERSEGUIR OS UIGUR.

Em outubro, os EUA afirmaram que 28 órgãos e empresas chinesas faziam violações contra a minoria uigur, portanto, decidiram proibir o comércio com elas.

Essas empresas privadas chineses transferiram suas atividades para Rússia, Coreia do Sul e para o Cazaquistão.

CHINA RESPONDE, E FALA QUE EUA TERÃO DE PAGAR UM ALTO PREÇO.

China advertiu nesta quarta-feira que um “preço deve ser pago” depois que a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou um projeto de lei que prevê sanções contra altos funcionários de Pequim pelo tratamento do país à minoria muçulmana uigur.

“Vocês pensam que vamos ficar sem fazer nada enquanto os americanos prejudicam os interesses chineses? Por todas as ações e palavras erradas, portanto, o preço adequado deve ser pago”, afirmou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

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O governo chinês rejeita os números e fala de “centros de formação profissional” destinados a ajudar a população local a encontrar emprego e afastar os moradores da tentação do islamismo e do terrorismo.

“É impossível que não tenha impacto nas relações sino-americanas e na cooperação entre os dois países em algumas áreas”, declarou a porta-voz, portanto, são esperadas medidas retaliatórias.

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