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Comandante da Marinha de Haftar ameaçar afundar navios da Turquia

“Eu mesmo afundarei seus navios”

O chefe de gabinete da  marinha do general líbio Khalifa Haftar emitiu uma ameaça forte ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

“Tenho ordens para afundar qualquer navio turco que entre nas fronteiras da Líbia e o farei eu mesmo”, disse o major-general Faraj Mahdawi.

A ameaça foi emitida em grego, o que poderia aprofundar o insulto ao presidente Erdogan.

As ordens do general Mahdawi de afundar qualquer navio turco que venha explorar petróleo dentro das fronteiras da Líbia seguem entretanto um acordo controverso sobre as fronteiras marítimas no Mediterrâneo alcançado entre a Turquia e o Governo do Acordo Nacional da Líbia (GNA), apoiado pela ONU.

“Recebi o pedido da Haftar”, disse o general Mahdawi em entrevista ao canal grego Alpha TV na segunda-feira.

Exército Nacional Líbio do General Haftar e suas  tribos, milícias e  mercenários aliados, estão eventualmente travados em uma batalha para capturar a capital Trípoli e derrotar o GNA, reconhecido pela ONU, liderado por Fayez Sarraj.

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Na semana passada, o parlamento da Turquia endossou o  controverso acordo  com o GNA.

Os legisladores aprovaram o acordo que daria à Turquia acesso a uma zona econômica do Mediterrâneo, portanto afastando as  objeções  da Grécia, Chipre, Egito e da base rival da Líbia, o Exército Nacional da Líbia (LNA) liderado pelo senhor da guerra Khalifa Haftar.

Acordo Líbio-Turco

O então presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, assinou o acordo com o governo da Líbia, com sede em Trípoli. O acordo esse que controla partes do oeste do país. Os dois também assinaram um acordo de cooperação de segurança.

Os acordos provocaram indignação no parlamento líbio, que fica no leste e está alinhado com o auto-denominado LNA de Haftar.

Os legisladores denunciaram os acordos como uma “violação flagrante” da segurança e soberania da Líbia. Dizendo que concedem ao governo turco o direito de usar o espaço aéreo e as águas da Líbia, bem como construir bases militares em solo líbio.

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Grécia, Chipre e Egito também criticaram o acordo de fronteira, chamando-o de uma grave violação do direito internacional.

O acordo aumentou a tensão em uma disputa em curso. Com a Grécia, Chipre e Egito sobre os direitos de perfuração de petróleo e ao mesmo tempo com poços de gás no Mediterrâneo oriental.

O primeiro-ministro da Grécia, Kyriakos Mitsotakis, disse que  discutiu a questão  e outras diferenças entre a Grécia e a Turquia com Erdogan à margem da cúpula da Otan na quarta-feira em Londres, acrescentando que os dois líderes “observaram discordâncias”.

O ministro das Relações Exteriores da Grécia ameaçou na segunda-feira expulsar o embaixador da Líbia em Atenas, a menos que fornecesse detalhes do acordo.

Desde 2015, a Líbia está dividida entre dois governos concorrentes, um no leste, com sede em Benghazi, e o outro no oeste, em Trípoli.

Enquanto o LNA e o governo oriental contam com o apoio da França, Rússia e dos principais países árabes, incluindo Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos, o governo baseado em Trípoli é apoiado pela Itália, Turquia e Catar.

Fonte: Mykonos Ticker

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