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Chanceler argentino muda tom, e defende uma aproximação com o Brasil

Bolsonaro-Fernández-chanceler.

O novo Chanceler argentino, Felipe Solá, pediu que Brasil esqueça as últimas desavenças entre Bolsonaro e Fernández, e aceite negociar com a Argentina.

A declaração do Chanceler Solá foi feita durante uma reunião com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

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Um dos maiores desafios para o governo de Fernández, que toma posse hoje, será a relação com o Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro fez campanha para o rival, Macri, lamentou a vitória do peronista argentino e não vai comparecer à posse.

O maior risco para a Argentina é que o Brasil pode querer flexibilizar o Mercosul, o Brasil tem o apoio dos demais membros do grupo.

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Hoje, os países que compõem o bloco econômico não podem fechar, sozinhos, acordos comerciais com terceiros.

Portanto, caso essa regra caia, a tendência é que a Argentina seja mais prejudicada –o Brasil é o maior consumidor de produtos argentinos do mundo.

O embaixador em Brasília será Daniel Scioli, um importante peronista que foi vice-presidente de Néstor Kirchner, governador da província de Buenos Aires e segundo colocado nas eleições presidenciais em que Macri foi vencedor, em 2015.

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Porém, o embaixador Scioli, é crítico ao presidente Bolsonaro, e a sua política econômica, e políticos ligados à ele, já afirmaram temer o rearmamento das Forças Armadas Brasileiras.

Portanto, é esperado uma dificuldade maior nas relações entre os dois antigos aliados.

CHANCELER SOLÁ DIZ QUE ARGENTINA ESTÁ DE LUTO PELO BRASIL.

O pedido de diálogo do Chanceler Solá vem após o mesmo ter dito que a Argentina está de “luto pelo Brasil.”

“É, portanto, absolutamente inesperado que um país irmão com o qual tivemos uma quantidade de encontros com bom impacto regional inesperadamente tenha um governo com um nível de agressividade enorme contra a Argentina, contra o Mercosul e contra a história comum dos últimos 30 anos”, disse o Chanceler.

RODRIGO MAIA, FELIPE SOLÁ E SERGIO MASSA DEFENDEM BOAS RELAÇÕES ENTRE OS PAÍSES.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, foi a primeira autoridade do Estado brasileiro a se encontrar com o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández.

encontro de trabalho com o peronista Sergio Massa, formalizado ontem como presidente da Câmara dos Deputados do país e integrante da coalizão de Fernández.

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Após o encontro com Massa, Maia disse à imprensa que a visita à Argentina é para “reafirmar que o Brasil tem todo o interesse e precisa da Argentina, e portanto a Argentina tem todo o interesse e precisa do Brasil”.

O presidente da Câmara esclareceu que esteve com Jair Bolsonaro nesta semana para informar da visita.

Segundo ele, a receptividade do presidente foi portanto “muito positiva”.

“Muito melhor do que eu imaginava”, afirmou, explicando portanto que não foi ao país para fazer “nenhum convite” em nome do governo.

Mas que levou a mensagem de Bolsonaro de que a relação com a Argentina é portanto, importante e portanto que será mantida “em alto nível nos próximos anos”.

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“Se nos respeitamos, conviver é mais fácil. Transmitam ao presidente Jair Bolsonaro o meu respeito”, disse Fernández, expressando desejo de trabalho conjunto.

“Meu gesto com o Brasil é enviar como embaixador alguém muito valorizado por mim”, manifestou ele, que disse ainda que os países têm um destino em comum.

FERNÁNDEZ MUDA DISCURSO E CHAMA BRASIL DE PAÍS IRMÃO.

“Temos que cuidar que nenhuma conjuntura altere nossa relação: portanto o Brasil é um irmão com outro idioma”, afirmou o argentino.

“O contato mais importante é, portanto, entre o Estado argentino e o Estado brasileiro”, disse Massa ao ser questionado sobre a reunião.

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Massa ainda criticou as trocas de ofensas entre Bolsonaro e Fernández.

“É preciso sair da dinâmica do show das declarações pessoais. A história da relação entre a Argentina e o Brasil não pode depender, portanto, do vínculo pessoal entre uma e outra pessoa”.

Para Massa, a relação com o Brasil é “imprescindível” e será portanto, consolidada com “todas as ferramentas” disponíveis.

CG ADM

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