Atrito entre Bolsonaro e Fernádez pode criar crise entre Brasil e Argentina

Os futuros ministros argentinos do governo de Alberto Fernández, afirmaram em entrevistas e palestras, que as relações entre Brasil e Argentina, dois velhos aliados, deverão ser muito difíceis e particularmente tensas.

“Nós não temos outra saída além de buscar o diálogo com o Brasil e Bolsonaro. Eles tem uma economia, um território e população cinco vezes maior que a nossa. O diálogo é a saída”, disse o ministro das Relações Exteriores da Argentina, Jorge Faurie.

A eleição de Lacalle Pou no Uruguai, e a revolta na Bolívia que resultou na queda de Evo Morales, deixam a Argentina em uma situação ainda mais delicada. Pois fica sem nenhum país “irmão ideológico” nas suas fronteiras, dando assim mais margem para o Brasil pressionar a Argentina.

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A saída de empresas brasileiras do Mercado argentino, entre elas a Petrobrás após a vitória eleitoral de Fernández, sinalizam que a tensão na América do Sul seguirá.

MERCOSUL

O Brasil já tinha demostrado um certo afastamento da Argentina. Após Bolsonaro ter rejeitado a participação dos argentinos na cúpula do MERCOSUL que acontecerá em Bento Gonçalves nos dias 4 e 5 de dezembro.

Fernandez no entanto, disse o seguinte:

“Nenhuma disputa pessoal fará com que eu coloque a Argentina no lugar errado”, afirmou Fernandez.

Se referindo a sua desavença com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Contudo, Bolsonaro pretende isolar diplomaticamente a Argentina, aprofundando a crise entre os dois países.

Quem também deixou claro essa crise, foi o futuro Chanceler argentino, Felipe Solá. Ele afirmou que o seu país está de luto com o Brasil.

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“É absolutamente inesperado que um país irmão com o qual tivemos uma quantidade de encontros com bom impacto regional, inesperadamente tenha um governo com um nível de agressividade enorme contra a Argentina, contra o Mercosul e contra a história comum dos últimos 30 anos”. disse Felipe Solá em em palestra na Universidad Torcuato Di Tella.

Vale ressaltar que não há riscos de um aumento nas tensões militares entre os dois países, apesar de peronistas argentinos terem afirmado que o Brasil está se rearmando de forma “preocupante”.

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Um Comentário

  1. Com esse governo, a Argentina não terá contribuição nenhuma no Mercosul, pois o caminho que escolheu é o mesmo da Venezuela!

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