Sindicato dos Trabalhadores da Colômbia convoca mais protestos

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O Sindicato Central dos Trabalhadores da Colômbia (CUT) convocou a continuação nesta segunda-feira. Com protestos maciços contra o presidente de direita Ivan Duque e suas políticas neoliberais, bem como em defesa da paz no país sul-americano.

“Muitos setores da população da Colômbia continuam demonstrando através dos extraordinários cacerolazos [batidas de panelas], vigílias, protestos e outras formas criativas e pacíficas de protestar, que apoiamos fortemente e convidamos todos a participar”, afirmou a CUT colombiana em comunicado.

Congressistas da oposição e organizações de direitos humanos, apresentaram um pedido urgente à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da ONU. O Intuito é investigar o que eles chamam de “atos violentos e detenções arbitrárias”, “estigmatização e criminalização” do protesto, “ataques ilegais” e “incitação ao pânico” ” pelo governo.

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A organização dos trabalhadores exige que as forças de segurança parem a repressão. Alem da intimidação que usam como estratégia contra as pessoas e seus direitos de protesto.

“Os organizadores da greve nacional foram consistentes durante todo o protesto para rejeitar a violência, isolar e denunciar aqueles que cometem atos de vandalismo; o que nos dá maior autoridade para rejeitar o tratamento repressivo e intimidador que o governo do presidente Duque implementou contra manifestantes pacíficos”. o sindicato acrescentou.

Quando a greve chegou ao seu quinto dia, Duque iniciou no domingo o chamado “grande diálogo nacional” com os prefeitos eleitos das principais cidades da Colômbia. O presidente anunciou que as negociações serão realizadas até 15 de março de 2020, em uma tentativa de apaziguar certos setores e líderes políticos.

As questões que serão abordadas considerarão investimento e emprego, luta contra a corrupção, educação, paz e legalidade, políticas ambientais e fortalecimento das instituições.

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Inicio das manifestações

No entanto, manifestantes e organizações continuam atacando as políticas implementadas por Duque e o ressurgimento da violência no país. Em 21 de novembro, como milhões de colombianos foram às ruas para realizar o maior protesto contra Duque desde que ele chegou ao poder em agosto de 2018.

Apesar de se preocupar com o pouco comprometimento de seu governo com os Acordos de Paz. A população rejeita um pacote de políticas neoliberais que busca aumentar a idade de aposentadoria compulsória. O pacote assim também prevê aumento nas contribuições dos trabalhadores para o sistema de pensões. O governo pretende reduzir o papel do Estado na previdência social e diminuir a juventude. alem do baixo salário mínimo, entre outras coisas.

Até agora, porém, o presidente de direita falhou em consolidar uma maioria parlamentar. Disposta a aprovar suas propostas, que muitas vezes são justificadas como se fossem ferramentas para “combater a corrupção”.

Por fim, é esperados que a violência aumente cada vez mais, sendo assim, as fronteiras da Colômbia seguirão fortemente monitoradas.

Fonte: Telesur

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