Turquia

Erdogan: Abrirei as portas dos refugiados para a Europa se me criticarem

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Erdogan-UE

No segundo dia da ofensiva militar da Turquia contra militantes curdos no Nordeste da Síria, o presidente Recep Tayyip Erdogan ameaçou dar por encerrado o pacto migratório assinado em 2016 com Bruxelas e permitir que refugiados sírios cheguem ao território europeu.

Os comentários são uma resposta às críticas internacionais e aos pedidos de países membros da União Europeia para que o governo turco encerre os ataques.

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O presidente ainda acusou a UE de não cumprir o acordo e de não fornecer a verba acertada para que a Turquia recebesse os refugiados. Bruxelas têm € 5,8 bilhões reservados para isso, dos quais apenas € 2,570 bilhões foram entregues a organizações que assistem os imigrantes sírios.

“Ei, União Europeia, volte à razão! Volto a repetir: se vocês tentarem apresentar nossa operação como uma invasão, abriremos as portas e enviaremos a vocês 3,6 milhões de imigrantes” disse Erdogan, referindo-se ao número de sírios que fugiram para a Turquia após a guerra civil iniciada em 2011

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Em discurso para partidários em Ancara, Erdogan disse que 109 “terroristas” foram mortos durante a ofensiva militar no Nordeste da Síria, que já atingiu 181 alvos.

De acordo com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, no entanto, haveria 31 vítimas fatai 23 membros das  Forças Democráticas Sírias (FDS), coalizão de milícias curdas na região, e oito civis.

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Nas primeiras horas desta quinta-feira (início da noite de quarta, no horário de Brasília), o Ministério de Defesa turco confirmou que seus soldados entraram por solo no território sírio.

As cidades de Ras al-Ain e de Tel Abyad estariam cercadas por forças turcas e rebeldes sírios, de acordo com estes últimos.Os ataques haviam começado na véspera , com seis horas de bombardeios aéreos que fizeram mais de 60 mil  civis fugir da região.

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A União Europeia e diversos de seus membros, como a Itália, a Alemanha e a França, fizeram apelos públicos para que o governo turco interrompa a incursão militar.

O temor é que os ataques turcos tenham o efeito reverso e acabem fomentando o crescimento do Estado Islâmico na região. A Rússia, por sua vez, apoia a Turquia e se ofereceu para mediar o diálogo entre os governos sírio e turco.

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