Cuba sofre crise de falta de combustíveis, e recomenda tração animal

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gasolina

Cuba novamente olha para o horizonte com angústia. E espera. De olho nos duros anos 1990, espera que a situação não piore e, à beira-mar, apareça um petroleiro que amorteça a escassez de combustível, que novamente levou o país a viver em câmera lenta.

As filas nos postos de gasolina em Havana têm sido desesperadoras nas últimas semanas, iguais ou piores do que no interior da ilha. Quatro, cinco, seis ou mais horas de espera para encher o tanque, e isso em caso de encontrar combustível. A situação parece ter melhorado nos últimos dias, mas as pessoas desconfiam; temem que seja apenas uma aparência.

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Em 11 de setembro, o presidente Miguel Díaz-Canel explicou na televisão os problemas enfrentados pela ilha devido a um déficit no fornecimento de diesel, a maior parte proveniente da Venezuela.

No restante do mês, ele disse, apenas um ou dois navios de petróleo viriam à ilha, uma “situação de curto prazo” que seria normalizada ao longo das semanas, mas forçaria a tirar a poeira de algumas medidas do Período Especial, depois do fim da União Soviética, quando o PIB de Cuba caiu 34%.

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A causa fundamental desta crise, disse o presidente, não foi desta vez a ineficiência da economia cubana — sem deixar de reconhecê-la — mas o aumento do cerco dos Estados Unidos, que sanciona navios que transportam petróleo bruto para a ilha e dificulta cada vez mais as operações de fornecimento.

Há uma “busca doentia” pelas empresas que trazem petróleo venezuelano — quatro sofreram sanções na semana passada —, disse ele, considerando que, na prática, é um “bloqueio naval” que busca causar asfixia energética e deteriorar da situação com o desejo de “iniciar concessões políticas”.

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Devido à falta de diesel, o transporte público —  ônibus, táxis coletivos, carros antigos alugados — reduziu drasticamente rotas e frequências, o que resultou em multidões nas ruas, nervosismo e raiva. A polícia tenta evitar grandes males e ordena que os veículos do Estado parem para levar os passageiros em sua rota.

Além disso, como nos piores momentos, muitos centros e fábricas estatais reduziram seu horário de trabalho. Outros reduziram a semana de trabalho e até suspenderam temporariamente as aulas em centros de estudos e universidades. Algumas empresas interromperam provisoriamente as atividades, tudo para impedir o colapso do sistema de geração de eletricidade.

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O transporte de pessoas e cargas entre províncias — trens, aviões e ônibus — foi reduzido ao mínimo e, como medida de economia, é proibido ligar o ar-condicionado em lojas e escritórios oficiais, onde o calor é sufocante.

No campo, as autoridades estimulam o retorno à tração animal para transportar e realizar trabalho produtivo. Se não houver óleo para tratores, há bois. É o slogan, como na época do Período Especial, quando 200 mil animais foram utilizados no trabalho agrícola.

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O Brasil também fornecia uma grande quantidade de petróleo ao país caribenho nos últimos anos, porém, devido ao calote dado por Havana ao Brasil, o nosso país decidiu suspender o envio do petróleo brasileiro.

Rússia teria se recusado a fornecer o “Ouro Negro” para seu antigo aliado, pois supostamente temeria levar também um calote de Cuba, então a Rússia estaria exigindo que Cuba pague antecipadamente pelo petróleo.

FONTE: JORNAL O GLOBO.

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