Mercosul e EFTA fecham acordo de livre-comércio

Tal acordo só foi possível graças à intervenção brasileira.

No mesmo dia em que França e Irlanda disseram que não vão ratificar o acordo entre Mercosul e União Europeia, por causa da crise desencadeada pelas queimadas na Amazônia, negociadores do bloco sul-americano e da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta, na sigla em inglês), formada pela Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, fecharam nesta sexta-feira, na capital argentina, um acordo de livre comércio.

O presidente Jair Bolsonaro foi um dos que mais festejaram o acordo. Assim que tomou conhecimento da conclusão das negociações, ele destacou em uma rede social que o Produto Interno Bruto (PIB) do bloco é estimado em US$ 1,1 trilhão.

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“Mais uma grande vitória de nossa diplomacia comercial”, afirmou o presidente, acrescentando que o Efta é o novo maior ator comercial do mundo.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior e Relações Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyo, o acordo com o Efta é tão abrangente do ponto de vista do número de temas como o negociado com a União Europeia. Envolve, entre outros exemplos, reduções tarifárias, regras de origem, barreiras técnicas, investimentos, compras governamentais e desenvolvimento sustentável.

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“É um passo fundamental para a integração do Brasil nas redes globais de valor e em nosso projeto de abertura comercial. É o equivalente a termos um acordo comercial com o México, ou a Indonésia, para não mencionar que todos os países do Efta são grandes investidores e líderes em várias tecnologias” – enfatizou Troyjo.

Lucas Ferraz, chefe dos negociadores brasileiros, confirmou ao jornal O GLOBO que o acordo prevê a eliminação total de tarifas para as exportações dos países do bloco sul-americano desde o primeiro momento de sua implementação, com cotas para alguns produtos como carne, frango, milho, mel e frutas.

Segundo ele, o entendimento envolve, ainda, serviços, compras governamentais, convergência regulatória e patentes, entre outros.

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De acordo com várias fontes nacionais e internacionais, o acordo só foi possível graças ao governo brasileiro e ao argentino, que negociaram mais ativamente.

FONTE: JORNAL O GLOBO.

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