Matéria histórica: A Guerra Russo-georgiana, quando ex-aliados se enfrentaram

Olá caros seguidores. Na matéria histórica de hoje, falarei um pouco da guerra russo-georgiana, também conhecida como A Guerra de Agosto, ou a guerra dos 5 dias. Espero que gostem.

A guerra entre Rússia e Geórgia começou oficialmente no dia 7 de Agosto de 2008, tendo acabado no dia 12 de Agosto de 2008, com uma total vitória russa, e com a destruição quase que total das forças armadas georgianas.

ANTECEDENTES

A primeira guerra na região ocorreu pouco tempo após o fim da extinta União Soviética, tendo acontecido entre 1991 e 1992. O conflito ficou conhecido como Guerra da Ossétia do Sul de 1991-1992. Esse conflito não envolveu as forças de moscou, sendo “apenas” mais uma guerra étnica entre georgianos e ossetas.

Essa guerra-civil havia deixado um pouco mais da metade do território da Ossétia do Sul sob o controle de facto de um governo apoiado pela Rússia, porém não reconhecido internacionalmente.

A maior parte dos georgianos da Ossétia do Sul permaneceram sob o controle da Geórgia (distrito de Akhalgori, e a maioria das aldeias vizinhas a Tskhinvali, que é a capital da Ossétia), com uma força de paz conjunta da Geórgia, da Ossétia do Norte e da Rússia presente nos territórios.

Uma situação similar passou a existir na Abecásia após o começo de mais uma guerra separatista na região, conflito esse que ficou conhecido como a Guerra da Abecásia de 1992-1993. Esse conflito também envolveu apenas a Geórgia e uma de suas províncias majoritariamente de origem russa, no caso a Abecásia.

Rússia e Geórgia mantiveram boas relações desde então, com ambos mantendo pequenos regimentos de tropas de paz tanto na Ossétia quanto na Abecásia, com as tropas de ambos os lados mantendo uma relação amigável. A Rússia, por sua vez, rejeitava anexar os territórios, apesar de pedidos dos governos dos mesmos, enquanto a Geórgia dava autonomia aos dois territórios.

Tudo isso mudou em 2005, quando Mikheil Saakashvili assumiu o poder na Geórgia defendendo uma aproximação maior com o Ocidente, em especial com a OTAN e com a União Europeia. Saakashivili afirmou em um discurso que pretendia colocar o país como membro da OTAN e da União Europeia, algo que enfureceu Moscou.

Saakashivili ainda defendeu que a Geórgia deveria reconquistar essas províncias autônomas, em especial a Ossétia do Sul. O presidente então começou à estruturar o seu Exército, comprando armas da Ucrânia, dos EUA e da França.

O líder georgiano ainda mandou tropas para auxiliar as forças dos EUA na guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque, de 2003. A Geórgia, inclusive, foi um dos países que mais enviou tropas para o Iraque.

OS PRIMEIROS COMBATES ANTES DA GUERRA

As tensões subiram em grande escala durante o início do verão no hemisfério norte, com o governo da Geórgia, já armado com armas, equipamentos e aeronaves ocidentais, passou à cercar a província da Ossétia do Sul.

As tropas georgianas também foram treinadas pelos principais países da OTAN, como, os EUA e a França.

Civis ossetas começaram à denunciar que militares georgianos, apoiados por jipes e até tanques, começaram à entrar em vilas e aldeias ossetas que ficam na “fronteira”. Esses incidentes que não chegaram à ser negados pelo governo georgiano, causou um aumento nas tensões.

Civis ossetas começaram à atirar nos militares georgianos, na maioria das vezes usando pistolas e espingardas. Esses ataques deixaram alguns soldados georgianos mortos ou feridos. O Exército da Geórgia passou então à abrir fogo com frequência contra grupos de civis supostamente armados. Esses ataques deixaram vários civis mortos.

Alguns casos de agressões de soldados georgianos contra civis dessas regiões também foram registrados, com vários relatos de estupros de mulheres ossetas e roubo de animais por soldados georgianos.

Tal situação escalou quando no dia 1 de Agosto de 2008, as tropas de Ossétia do Sul, usando lançadores Grad e velhos Katyusha, atacaram as posições do Exército georgiano nas regiões de fronteira, esses ataques viriam a deixar vários soldados georgianos mortos ou feridos, com informações de perda material, principalmente de jipes e de blindados leves.

O presidente Saakashvili declarou então que suas tropas tinham permissão de responder aos disparos ossetas. Essa responta foi dada inicialmente pelas tropas de paz georgianas na província, que enviariam um comunicado ainda no dia 3 de Agosto para Tbilisi, afirmando que suas tropas não estavam conseguindo derrotar de vez as forças ossetas, e que precisavam de reforços.

Os combates estavam ficando mais e mais sangrentos, com vários relatos de muitas mortes de ambos os lados. Com isso, as tropas estacionadas na Ossétia passaram à usar lança-foguetes pesados e artilharia auto-propulsada contra os ossetas, algo que cousou um grande número de civis ossetas mortos.

No dia 6 de Agosto, o Comando militar georgiano enviou uma mensagem para a capital afirmando que o Exército russo estava sendo mobilizado na fronteira com a Ossétia, pouco depois, a Marinha georgiana afirmou que a Frota russa do Mar negro havia saído dos portos na Crimeia e parecia ir em direção à Geórgia.

Saakashvili decidiu então que a melhor coisa à se fazer era enviar uma grande força para conquistar a Ossétia o mais rápido possível, afim de evitar a entrada das tropas russas na província.

COMEÇA A GUERRA

Foi então que no dia 7 de Agosto de 2008, o presidente Saakashvili determinou a entrada das tropas georgianas na Ossétia do Sul. Na noite desse mesmo dia, o Exército georgiano iniciou a ofensiva contra a região, conquistando várias vilas e aldeias, enfrentando pouco resistência das tropas ossetas, que se limitavam à realizar emboscadas e ataques com morteiros.

As forças georgianas estavam avançando de forma imparável, ao modo que no início do dia 8 de Agosto, as tropas georgianas já se encontravam as portas da capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali. As forças ossetas, civis armados e milicianos de grupos nacionalistas e religiosos começavam á preparar a defesa da cidade.

As forças locais conseguiram frear o avanço do Exército nacional, porém, pareciam que iriam ruir à qualquer momento.

Pouco depois, as forças georgianas reiniciaram a ofensiva e já passaram a controlar a maior parte da capital Osseta. O presidente Saakashivili afirmou em rede nacional que a operação era em resposta à supostos ataque dos separatistas contra o exército georgiano e suas forças de paz.

O presidente afirmou ainda que o ataque eram resposta ao fato de e que a Rússia estava movendo unidades não pertencentes à manutenção da paz para a fronteira do país. A Geórgia já controlava com sucesso a maior parte de Tskhinvali.

Foi então que a Rússia entrou definitivamente na guerra, com a implantação de unidades do 58ª Exército Russo e das Tropas Aerotransportadas na Ossétia do Sul um dia depois, e lançou dezenas de ataques aéreos contra as forças georgianas na Ossétia do Sul e em alvos militares e logísticos na Geórgia. A Rússia reivindicou que estas ações foram uma intervenção humanitária necessária a imposição da paz.

Os ataques russos deixaram um grande número de soldados georgianos mortos ou feridos, com relatos de grande perdas materiais para o Exército do país. Uma grande quantidade de tanques e blindados que haviam sido recentemente fornecidos ou modernizados pela Ucrânia foram destruídos.

A aviação georgiana praticamente deixou de existir entre os dias 8 e 10 de Agosto, com caças russos tendo derrubado várias aeronaves, e tendo destruído a maioria das bases aéreas do país.

Porém, apesar do sucesso da aviação russa, em terra a situação era mais complicada, com as tropas russas e ossetas avançando com muita dificuldade pela capital do país. O Exército georgiano, treinado e equipado pela OTAN, parecia ter um bom desempenho em combate.

O presidente Saakashvili ainda determinou que todos os reservistas deveriam se apresentar, algo que foi feito.

As forças russas levariam pelo menos 3 dias para expulsar as forças georgianas da capital. Após a derrota na capital, o Exército georgiano virou um caos, isso de acordo com o comando militar do país. as tropas começaram à fugir para o interior do territória da chama Geórgia incontestada, com os militares do país deixando para trás armas, veículos e até tanques.

Muitos soldados georgianos pediam carona à civis pró-Geórgia e eram assim levados para Gori, onde o Exército do país preparava uma defesa.

A Força Aérea russa perseguia as tropas georgianas por todo o país, porém, tiveram que diminuir seus vôos após começarem à perder várias aeronaves para o fogo antiaéreo dos georgianos. As forças de defesa aérea do país foram treinados pelos EUA.

No dia, reforçadas pelos reservistas que se apresentavam e com o envio de tropas de outras partes do país, o Exército georgiano iniciou uma nova e ousada ofensiva no dia 10, partindo de Gori.

O avanço parecia que daria certo, com um comboio russo liderado pelo Tenente General Anatoly Khrulyov, sendo emboscado e quase completamente destruído por militares das forças especiais georgianas, que haviam chegado do Iraque há pouco tempo.

O próprio general foi ferido nesse ataque. Só sendo salvo, junto à outros militares graças à chegada de 2 tanques T-72 e dois blindados BMP, que mataram a maioria das tropas georgianas.

No final do próprio dia 10, o Exército russo contra-atacou e expulsou as tropas georgianas da Ossétia do Sul, dessa vez, o golpe foi muito mais severo para as tropas georgianas, que afirmaram ao presidente Saakashvili que não possuíam mais condições de lutar.

Porém, ao final do dia 10, o Exército russo optou por não perseguir as tropas georgianas pela Georgia, devido ao alto número de baixas sofridas pelos dois lados.

RÚSSIA ENTRA NO TERRITÓRIO GEORGIANO INCONTESTÁVEL

logo após a vitória russa na Ossétia, o governo russo ordenou que o Exército do país entrasse de uma vez na Geórgia, e ocupasse a maior parte do país. Algo que começou à ser feito no final da noite do dia 10.

O Exército russo então adentrou profundamente no território georgiano, conquistando a principal base do Exército georgiano no país, a cidade de Gori. Considerada como a principal base para as ações na Ossétia. O Exército georgiano, já muito abatido, e praticamente sem nenhum tipo de blindado pesado e de artilharia, se viu incapaz de mostrar alguma reação contra as tropas russas que entraram no país.

A única reação da Geórgia se deu por disparos leves de morteiros e por fogo antiaéreo, que derrubaria pelo menos mais 2 caças russos no dia 11.

Após a perda de Gori, que já estava praticamente toda evacuada, o presidente georgiano determinou que as suas tropas voltassem todas para a capital do país, Tbilisi, para tentar defender a cidade.

Outras cidades viriam à cair ao longo dos dias 11 e 12.

A ABECÁSIA ENTRA NA GUERRA

A Marinha russa que estava posicionada ao longo da Geórgia iniciou no dia 11 um bloqueio total no país.

Incentivados pela entrada russa no conflito e com o bloqueio naval, as forças separatistas da Abecásia entraram de vez no conflito, abrindo fogo contra tropas georgianas na província. O Exército georgiano se viu impossibilitado de reagir, devido à quase todas as tropas do país estarem posicionadas na Ossétia.

Vários militares georgianos acabaram mortos nos confrontos com as forças de Abecásia, que foram rapidamente reforçadas por paraquedistas russos.

As forças russas e abecásias rapidamente conquistaram várias cidades, entre elas Senaki, uma das principais cidades georgianas.

A MARINHA RUSSA ENTRE DE VEZ NA GUERRA

A Frota russa do mar Negro que estava impondo um bloqueio naval ao país, entrou definitivamente no conflito no dia 11, atacando com mísseis as posições da Marinha georgiana, que revidou.

Navios de guerra russos avançaram para confrontar a marinha georgiana no mar negro, convergindo sobre a estratégica cidade de Poti, em 10 de agosto de 2008. No dia seguinte, autoridades confirmaram que tropas terrestres russas haviam entrado no município.

A Marinha georgiana avançou com seus navios, que eram tanto de origem soviética, quanto ucraniana e ocidental contra a temida Frota russa. Ocorrendo assim, a primeira batalha naval no mar Negro desde os tempos da Segunda Guerra Mundial.

Os navios georgianos dispararam vários mísseis e foguetes contra as embarcações russas, que conseguiram  interceptar todos os disparos. A Marinha russa então disparou alguns mísseis contra as embarcações georgianas afundando a Nau capitânia da Marinha georgiana, e danificando vários outros navios.

FUZILEIROS E PARAQUEDISTAS RUSSOS OCUPAM O LITORAL DA GEÓRGIA

No dia 10 de Agosto, os fuzileiros navais russos e as tropas paraquedistas adentraram na importantíssima cidade de Poti, principal zona portuária da Geórgia.

Soldados e policiais georgianos na cidade se viram sem ação, porém, tentaram lutar contra as forças russas.

No dia 13, militares russos já ocupavam toda a cidade, assim como os militares russos e os abecasios já ocupavam as cidades vizinhas.

As forças georgianas na cidade optaram então por se render aos militares russos. Apesar da rendição das tropas georgianas na cidade, os fuzileiros russos ainda teriam afundado manualmente seis embarcações de origem ocidental da Marinha da Geórgia.

No dia 19, foi reportado que os russos haviam capturado 21 soldados georgianos e cinco veículos americanos Humvee em Poti nos dias 12 e 13, e então os levado até Senaki, numa base militar georgiana capturada.

Naquele momento, estava claro que a guerra não caminhava bem para a Geórgia e sua economia já começava a sentir os reflexos do conflito.

GEÓRGIA PEDE AJUDA À OTAN E A UE

Desde a entrada russa na guerra, o presidente Saakashvili havia feito inúmeros pedidos de ajuda à OTAN, à União Europeia e até à Israel. Esses pedidos no entanto, foram negados, com os EUA se limitando à exigir um cessar-fogo, enquanto a UE e a OTAN pediam calma.

Israel chegou a fornecer 7 drones de observação para a Geórgia, porém, de acordo com fontes georgianas, esses drones foram todos abatidos ainda no dia 11, com relatos de que Israel teria fornecido à Rússia dados desses drones, por temerem que em resposta à ajuda israelense à Geórgia, a Rússia viesse a ajudar o Hezbollah no Líbano.

RÚSSIA E GEÓRGIA ACEITAM UM CESSAR-FOGO APÓS PEDIDOS DA ONU

Com a guerra ganha, e com o Exército e a economia da Geórgia completamente aniquiladas, o presidente russo, Dimitri Medvedev, aceitou uma proposta de paz firmada por 8 nações europeias, entre elas a França e a Alemanha.

No dia 12 então, o presidente russo assinou o tratado, com o presidente da Geórgia também o fazendo. Porém, apesar do acordo firmado, o Exército russo seguiu atacando e avançando até o dia 13 de Agosto, quando finalmente cessaram os ataques.

RÚSSIA COMEÇA A SAIR DA GEÓRGIA

No dia 19 de Agosto, o presidente Medvedv, declarou vitória total sobre a Geórgia, e afirmou que seus militares poderiam voltar para casa.

Começou então as trocas de prisioneiros, com centenas de georgianos sendo devolvidos ao seus país, assim como alguns soldados e vários combatentes ossetas também sendo devolvidos. No entanto, armas e equipamentos georgianos capturados nunca foram devolvidos.

Ao anoitecer do dia 22 de agosto, boa parte das tropas russas já havia recuado; contudo, postos de controle continuavam em Gori e na região próxima a Abecásia e a Ossétia. Outros dois postos continuavam operando em Poti.

 Militares da Rússia se retiraram de Igoeti em 23 de agosto e então a polícia georgiana adentrou em Gori. O Exército do país não pode fazer isso, devido ao completo caos que caíra sobre suas tropas, com o país não tendo meios de levar o seu exército de volta à Gori.

Em 13 de setembro, soldados russos aceleraram a sua retirada do oeste da Geórgia. Seus postos de controle em Poti, Senaki e Khobi também foram abandonados.

Em 9 de outubro, foi a vez dos militares se retirarem das zonas de ocupação na Abecásia e na Ossétia do Sul, com seu controle passando para observadores da ONU.

Em dezembro de 2008, a retirada em Perevi continuou. Um contingente de 500 soldados russos reocupariam a região logo depois, ameaçando escalar a violência na área novamente. Apenas em 18 de outubro de 2010, as forças russas evacuaram boa parte da Ossétia do Sul, e os militares georgianos reassumiram suas oposições fora da Ossétia do Sul.

RÚSSIA DECIDE MANTER TROPAS EM OSSÉTIA E NA ABECÁSIA

Em 9 de setembro 2008, foi anunciado que tropas russas permaneceriam ocupando alguns pontos estratégicos da Ossétia e na Abecásia. Segundo o ministro das relações exteriores russo, Sergey Lavrov, a presença militar do seu país na Abecásia e na Ossétia do Sul era necessária para impedir que a Geórgia voltasse a reivindicar a área.

Em novembro, fora estimado que havia pelo menos 3 700 militares russos na região. Em agosto de 2010, a Rússia deslocou baterias de mísseis S-300 pela Abecásia, e outros sistemas de defesa aéreo foram movidas para a Ossétia do Sul. Segundo autoridades britânicas, isso seria uma violação do acordo multilateral de paz.

RÚSSIA E ALGUNS ALIADOS RECONHECEM A INDEPENDÊNCIA DE OSSÉTIA E ABECÁSIA

A Rússia em 26 de agosto de 2008 decide formalmente reconhecer a independência das duas regiões separatistas (Ossétia do Sul e Abecásia), causando forte desgaste diplomático principalmente com o Ocidente. Em represália a isso, a Geórgia rompeu relações diplomáticas com Moscou, fazendo com que a situação piorasse ainda mais no conflito entre os dois países.

Nicarágua, Venezuela, Bolívia, Síria e a Ilha de Nauru reconheceram a independência desses territórios em apoio à Moscou. A China e Belarus, optaram por reconhece-los como “Parcialmente independente”, os dois países abriram consulados nas duas regiões e investiram financeiramente em ambas.

BAIXAS

GEORGIA.

Segundo uma análise internacional as forças georgianas perderam quase todo o seu arsenal durante a guerra. Aviões, navios, tanques e sistemas de defesa anti-aéreo foram destruídos pela aviação russa. De acordo com oficiais russos, 65 blindados da Geórgia foram capturados e, pelo menos três Su-25s e dois L-29s foram abatidos por caças russos.

Todos os Helicópteros Mi-24, Mi-14 e Huey georgianos foram destruídos no solo por soldados russos ou em ataques aéreos. O Exército georgiano teve entre 170 à 200 de seus soldados mortos, além de pelo menos 36 Comandos das forças especiais do país e cerca de 40 policiais também mortos nos combates.

Pelo menos 1000 militares georgianos também ficaram feridos, além de 240 policiais e milicianos armados que também ficaram feridos.

A Geórgia, além de perdas territoriais, também sofreu danos a sua infraestrutura interna, com quase toda a infraestrutura do país sendo destruída.

RÚSSIA, OSSÉTIA E ABECÁSIA.

Foi estimado que 67 soldados da Rússia, 36 milicianos ossetas e ao menos 1 militar abecásio foram mortos em combate. Além disso, ao menos três tanque de guerra, vinte blindados e vários veículos de transporte russos foram perdidos, além de várias aeronaves militares abatidas.

283 militares russos, 190 ossetas e 2 abecásios ficaram feridos nos combates.

HOJE

Rússia e Geórgia não mantem relações diplomáticas nos dias de hoje, com as relações entre os dois países sendo particularmente tensas. Isso, porém, parece estar mudando, principalmente após a saída de Saakashvili do poder na Geórgia em 2013, com o mesmo não possuindo nem mesmo a nacionalidade georgiana.

A maior parte da população georgiana segue à favor de uma aproximação maior com o ocidente, porém, parecem mais contrários à entrada do país na OTAN. Apesar desse viés pro-ocidental, a população do país é também simpática à uma reaproximação “calma” com Moscou.

A população russa, por sua vez, não demostrou muito interesse pelo conflito, com apenas 57% da população apoiando a entrada russa na guerra, hoje no entanto, o apoio à entrada russa é de cerca de 86%.

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