Greve geral paralisa toda Hong Kong, e confrontos se intensificam na cidade

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Uma greve geral e protestos em sete distritos de Hong Kong provocaram o caos nos transportes públicos e nos voos internacionais nesta segunda-feira. O governo local, acusado pelos manifestantes de ser pró-Pequim, classificou a situação como “muito perigosa” e deixou evidente a disposição de endurecer a repressão.

Manifestantes ocuparam estações de metrô e mais de cem voos foram cancelados no aeroporto internacional de Hong Kong – um dos mais movimentados do mundo. Em várias partes da cidade, o tráfego de veículos foi bloqueado, o que provocou engarrafamentos.

A polícia já usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes concentrados em cinco dos sete distritos onde acontecem protestos nesta segunda, de acordo com a CNN.

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A chefe de governo local, Carrie Lam, afirmou que a atitude intransigente dos “jovens radicais” promovem uma “situação muito perigosa”.

“Eu diria que [os manifestantes] estão tentando derrubar Hong Kong, destruir por completo a vida de mais de sete milhões de pessoas”, declarou Lam.

“Ações tão grandes em nome de certas demandas (…) minam seriamente a lei e a ordem de Hong Kong. E estão levando nossa cidade, uma cidade que todos amamos, à beira de uma situação muito perigosa”, completou.

Lam disse ainda que “o governo será enérgico na manutenção da lei e da ordem em Hong Kong para restaurar a confiança”.

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Os protestos começaram em 9 de junho depois que o governo local apresentou um projeto de lei – atualmente suspenso – que permitiria a extradição de detentos à China continental.

A greve convocada para esta segunda-feira tinha como objetivo mostrar ao governo da China que o movimento ainda tem apoio popular. Segundo a CNN,2,3 mil trabalhadores da aviação aderiram à paralisação.

Os manifestantes, que não têm um líder, utilizam as redes sociais para coordenar os protestos e, até agora, conseguiram poucas concessões do poder político.

Embora o governo tenha recuado no projeto, os manifestantes ampliaram a pauta de reivindicações com o objetivo de barrar o que consideram a crescente influência de Pequim e de impedir a redução das liberdades dos cidadãos que vivem em Hong Kong.

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