Caos nos mercados financeiros, guerra econômica entre EUA e China se agrava

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Devido ao aumento nas tensões econômicas entre EUA e China, Hoje houve um queda generalizada nas bolsas globais, com praticamente todos os ativos caindo, com exceção dos que são considerados como “porto seguros” dos investimentos. As bolsas asiáticas terminaram no vermelho, enquanto os índices europeus fecharam no nível mais baixo em dois meses.

Nesta tarde, o índice MSCI para ações globais recuava 2%, sua maior queda desde fevereiro de 2018. Em Wall Street, o S&P 500 recuava 2,8%, enquanto o Nasdaq Composto marcava baixa de 3,4%, nas maiores perdas diárias desde dezembro do ano passado.

O VIX, índice que mede a volatilidade nos mercados, subiu 35% nesta segunda e atingiu o maior patamar desde o início deste ano.

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Poucos ativos ficaram a salvo da turbulência que tomou conta dos mercados nesta segunda-feira. Bolsas de todas as partes do mundo operaram no vermelho, enquanto as moedas de países emergentes perderam valor frente ao dólar, reagindo à piora nas tensões comerciais entre as duas maiores economias globais.

Não foi diferente no Brasil. O maior índice de ações da bolsa brasileira, o Ibovespa, quase perdeu o patamar dos 100 mil pontos. Recuou 2,51%, aos 100.097 pontoscom quase todas as ações listadas em baixa. A exceção foi a processadora de carnes Marfrig, que subiu 0,73%. A queda da bolsa foi intensificada pela mineradora Vale, que perdeu mais de 4%, sofrendo os efeitos do tombo no minério de ferro. A Petrobras perdeu acima de 3%, após o barril de petróleo despencar no mercado internacional.

Já o dólar avançou 1,68% frente ao real, negociado a R$ 3,9572 – alcançando a maior cotação desde maio. Na máxima do dia, alcançou 3,9645.

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Mais cedo, a segunda maior economia do mundo contra-atacou Donald Trump em resposta à imposição, na semana passada, de novas tarifas sobre seus produtos. O país asiático desvalorizou sua moeda, o yuan, para o menor nível em uma década, e proibiu as importações de produtos agrícolas norte-americanos.

A piora das tensões entre os dois países elevou os temores de uma desaceleração global e provocou uma corrida de investidores para longe dos ativos de maior risco e fortalecendo o dólar.

A decisão da China de deixar o iuan se desvalorizar sinaliza que a atual disputa comercial pode evoluir para uma guerra cambial, injetando volatilidade nas moedas e aumentando a pressão sobre os mercados globais. A disposição da China de usar sua moeda para compensar o impacto de uma disputa comercial que já dura um ano é de enorme importância simbólica, se não econômica: mostra que o país asiático está preparado para usar sua taxa de câmbio como uma ferramenta para responder de maneira assimétrica às tarifas de Trump.

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