Reino Unido afirma que a captura de seus navios pelo Irã é um ato hostil, mas rejeita uma ação militar

O Reino Unido chamou neste sábado de ato hostil a apreensão de um petroleiro britânico pelo Irã no Golfo e afirmou que o ato terá “sérias consequências” se não for resolvido logo.

O petroleiro britânico Stena Impero foi capturado na sexta-feira no Estreito de Ormuz, perto do Irã. Assim como outros 2 petroleiros ingleses.

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O país persa afirmou que o barco foi capturado após uma colisão com um pesqueiro. A resposta do Reino Unido representa uma rejeição da explicação de Teerã.

A secretária de Defesa britânica, Penny Mordaunt, considerou o incidente um ato hostil, porém, rejeitou qualquer ação militar contra o país persa.

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O secretário de Relações Exteriores, Jeremy Hunt, disse que expressou sua extrema decepção em uma ligação telefônica ao seu equivalente iraniano, Mohammad Javad Zarif.

Zarif disse a Hunt que o navio deve passar por um processo legal antes de ser liberado, segundo a agência de notícias iraniana Insa. Também seria cobrada uma multa pela liberação do navios, igual foi feito com dois outros petroleiros ontem.

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Hunt também afirmou que, sem uma solução rápida, haverá “sérias consequências” –ele rejeitou, no entanto, uma resposta militar.

O Reino Unido convocou o encarregado de negócios iraniano em Londres, onde apresentará um protesto formal pelas apreensões. 

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A ação da Guarda Revolucionária Iraniana foi vista pelo Ocidente como a maior hostilidade em três meses de confrontos que levaram Irã e Estados Unidos à beira da guerra.

Em uma rede social, o ministério de Relações Exteriores da Alemanha descreveu o ato como uma interferência injustificável na navegação comercial, perigosa por representar uma possibilidade de escalada em uma situação que já é tensa.

O ministro de Relações Exteriores da França disse que condena fortemente a apreensão, e se solidarizou com o Reino Unidos, de acordo com a agência Reuters.

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