Brasil rejeita abastecer 2 navios iranianos que vieram buscar cargas de alimentos devido a sanções

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Duas embarcações iranianas estão paradas há semanas nos portos brasileiros, incapazes de voltar ao Irã devido à falta de combustível, que a petroleira estatal Petrobras se recusa a vendê-las devido a sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Irã.

Os EUA têm ampliado suas sanções contra o Irã neste ano, visando atingir setor petrolífero do país. Isso atrapalhou o reabastecimento dos navios, com a estatal Petrobras recusando-se a vender combustível por temer represálias ao violar as regras norte-americanas.

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Os iranianos são os maiores importadores de milho do Brasil e também estão entre os principais compradores de soja e carne bovina. Embora alimentos não sejam o foco das sanções dos EUA, o caso levanta alguma preocupação sobre as exportações do agronegócio ao país islâmico.

O navio Bavand já carregou cerca de 50 mil toneladas de milho, em maio, no porto catarinense de Imbituba, enquanto o Termeh deveria chegar em meados de julho ao local para carregar 66 mil toneladas do cereal, de acordo com informações de agentes do setor portuário.

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Bavand e Termeh estavam entre vários navios de propriedade da estatal iraniana Sapid Shipping, que trouxeram ureia para o Brasil neste ano e retornaram com o milho. A uréia está incluída nas sanções dos EUA, mas uma empresa local decidiu assumir esse negócio.

O Irã está trabalhando para impulsionar as vendas de produtos petroquímicos, já que as sanções prejudicam sua indústria petrolífera. O mercado brasileiro de uréia era uma meta.

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Ao menos um outro navio iraniano, o Daryabar, que está na mesma lista de sanções, carregou milho em Imbituba em junho e partiu, segundo documento de agência marítima, que aponta também que outra embarcação do Irã sancionada, a Ganj, deve carregar o produto em agosto.

Outras embarcações com milho brasileiro vendido ao Irã, transportado em navios afretados por outras companhias multinacionais de outras nações, deixaram o país sem problemas recentemente, segundo os dados marítimos.

A notícia sobre o problema relacionado ao combustível surpreendeu a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).

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“As embarcações foram incluídas pelos Estados Unidos na lista de cidadãos designados e pessoas bloqueadas (SDN)”, disse a Petrobras em um comunicado, acrescentando que a venda do combustível o tornaria sujeito a penalidades, uma vez que opera nos Estados Unidos e tem ações em Nova York.

A Sapid Shipping tentou sem sucesso nos tribunais paranaenses forçar a Petrobras a abastecer os navios, segundo uma pessoa a par do caso, que falou sob condição de anonimato.

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“As embarcações estão presas lá. Ninguém é capaz de intermediar a venda de combustível de bancas para eles ”, disse um intermediário de venda de fertilizantes familiarizado com o assunto, que também pediu anonimato.

Se os navios não conseguirem encontrar uma companhia de combustível que não siga as sanções dos EUA, uma solução de último recurso poderia ser o Irã enviar um navio com reabastecimento de combustível para o Brasil.

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“Completa surpresa, os navios das nossas exportadoras continuam exportando normalmente, qualquer sanção em comida está fora. Diria que não espero impacto (na exportação de milho e soja do Brasil), comida está fora dessa história, alimento está fora de qualquer processo de sanção”, afirmou o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, à Reuters, ao ser consultado.

Ele disse acreditar que o problema de combustível com os dois navios seja um caso isolado. “Tanto que os navios dos nossos associados estão carregando normalmente”, reiterou.

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