Trump corta ajuda financeira à países da América Central por não impedirem a ida de imigrantes aos EUA

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O presidente americano, Donald Trump ,cumpriu sua promessa e anunciou nesta segunda-feira o corte permanente de centenas de milhões de dólares de ajuda destinados a El Salvador, Guatemala e Honduras — o chamado Triângulo da América Central, uma das regiões mais violentas do mundo, e origem de dezenas de milhares de imigrantes que tentam cruzar a fronteira americana.

No total, o governo realocará US$ 370 milhões que seriam destinados para a região — aprovados para o ano fiscal de 2018 —, e suspenderá um adicional de US$180 milhões — aprovado para o ano fiscal de 2017. O dinheiro não havia sido gasto ainda.

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Trump havia dito, em março, que cortaria a ajuda aos três países, depois de expressar seu descontentamento com as políticas de imigração. Nas últimas semanas, o presidente vem pressionando o México para fechar um acordo migratório na tentativa de reduzir o número de imigrantes da região que tentam atravessar a fronteira do México sem documentos, rumo aos Estados Unidos.

— Não serão entregues fundos até que o governo esteja satisfeito com a redução do número de imigrantes que chegam à fronteira com os EUA — disse a porta-voz do Departamento de Estado, Morgan Ortagus. — Isso é coerente com as instruções do presidente e com o reconhecimento de que é essencial que haja vontade política suficiente nesses países para resolver o problema em sua origem. Trabalhando com o Congresso, reprogramaremos esses fundos para outras prioridades, conforme apropriado.

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O aumento no número de requerentes de asilo na fronteira dos Estados Unidos com o México levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar o governo vizinho com sobretaxas a importações a partir de junho, caso os mexicanos não tomassem medidas para conter o fluxo.

Pressionado, o México conseguiu firmar um acordo com a Casa Branca e Trump desistiu – temporariamente – da aplicação das tarifas. O governo mexicano, inclusive, anunciou o envio de um efetivo militar para reforço na fronteira com a Guatemala, um dos países de onde saem parte dos migrantes rumo aos EUA.

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