ORIENTE MÉDIO

A Liga Árabe rejeitou o plano de paz dos EUA para o Oriente Médio devido ao apoio dos EUA à Israel

Comentaristas e políticos árabes receberam com uma mistura de escárnio e irritação o plano econômico de U$S 50 bilhões (R$ 192 bilhões) do presidente norte-americano Donald Trump para o Oriente Médio.

Israel, no entanto, afirmam que ele merece uma chance.

Leia também: Mike Pompeo deixou um advertência ao Iraque referente a tensão EUA e Irã

Em Israel, Tzchi Hanegbi, ministro próximo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, descreveu a rejeição dos palestinos ao plano como trágica.

O plano prevê um fundo global de investimento para impulsionar as economias dos palestinos e de países árabes vizinhos. Ele é parte de esforços mais amplos para ressuscitar o processo de paz entre Israel e Palestina.

Leia também:O Exército russo e o Exército armênio começaram a treinar, armar e equipar batalhões cristãos na Síria

O genro de Trump, Jared Kushner, apresentará as diretrizes em uma conferência no Bahrein entre 25 e 26 de junho.

“Não precisamos da reunião do Bahrein para construir nosso país. Precisamos de paz, e a sequência (proposta pelo plano) de renascimento econômico seguido por paz é irreal e ilusória”, disse o ministro de Finanças palestino, Shukri Bishara, no domingo.

Leia também: Governo dos EUA emitem alerta aos seus cidadãos que moram em Israel

A falta de uma solução política, que segundo Washington será revelada posteriormente, motivou rejeições não só de palestinos, mas também de países árabes com os quais Israel busca relações normais.

Do Sudão ao Kuwait, comentaristas e cidadãos comuns denunciaram as propostas de Kushner em termos similares, qualificando-as como“uma colossal perda de tempo”, que “nem vale ser discutida”, além de “natimortas”.

Leia também: Irã afirma que enviou os restos do drone americano abatido para “análises” na Rússia

Partidos liberais, de esquerda e nacionalistas do Egito criticaram a reunião no Bahrein, que viram como uma tentativa de “consagrar e tornar legítima” a ocupação de terras árabes e disseram em um comunicado conjunto que qualquer participação árabe seria “além dos limites da normalização” das relações com Israel.

Embora um esboço mais preciso do plano político tenha sido mantido em segredo, oficiais que foram informados sobre ele disseram que Kushner descartou a solução de dois Estados–uma velha ideia que circula ao redor do mundo que envolveria um estado independente palestino ao lado de Israel na Cisjordânia, Jerusalém Oriental e Faixa de Gaza.

Leia também: Senado dos EUA bloqueia a venda bilionária de armas para a Arábia Saudita.

A Autoridade Palestina boicotará a reunião no Bahrein, dizendo que apenas uma solução política resolverá o problema.

As “promessas abstratas” de Kushner são uma tentativa de subornar palestinos a aceitarem a ocupação israelense, segundo a entidade.

Leia também: As forças Houthis derrotaram as forças pró-Saudita no sul do Iêmen e dominaram cidades e vilas

Washington tentou criar “um pouco mais de confiança e positividade” ao apresentar uma visão econômica, mas acabou por tocar em alguns nervos dos palestinos, disse Tzchi Hanegbi, o ministro próximo ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na Rádio de Israel.

“Eles ainda estão convencidos que toda a questão de uma paz econômica é uma conspiração, com o único objetivo de enchê-los de fundos para projetos e outras benesses apenas para que eles se esqueçam de aspirações nacionalistas. Isso é, evidentemente, apenas paranoia, mas é outra tragédia para os palestinos”, disse o ministro israelense.

Leia também: Assad pede apoio à China, e Pequim envia armas e equipamentos para as forças sírias

Estados do Golfo aliados aos Estados Unidos, incluindo Arábia Saudita e Emirados Árabes, participarão da reunião no Bahrein ao lado de autoridades de Egito, Jordânia e Marrocos. Líbano e Iraque não comparecerão.

“Aqueles que acham que acenar com bilhões de dólares pode levar o Líbano, que padece sob o peso de uma sufocante crise econômica, a sucumbir ou barganhar seus princípios estão errados”, disse o chefe do parlamento, Nabih Berri.

FONTE: AGÊNCIA REUTERS.

CG ADM

Olá caros leitores! Meu nome é Hericson, mais conhecido por vocês como CG_ADM. Sou o fundador da rede de noticia militar, Conflitos e Guerras. Espero poder está sempre ao lado de vocês provendo noticias de qualidade.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Botão Voltar ao topo
Don`t copy text!
Fechar

Adblock detectado

Olá caro leitor Detectamos que você utiliza um bloqueador de propagandas. Se puder desabilitá-lo enquanto ler nossas noticias, ficaremos agradecidos