Tensão Israel e Irã: O primeiro-ministro israelense agora tem o poder de declarar guerra sem supervisão de gabinete

04 de maio de 2018 – 04:20:42

Israel aprovou uma lei que concede ao seu primeiro ministro e ao ministro da defesa. a declaração de guerra sem supervisão do gabinete israelense.

A lei vem junto com o aumento das tensões entre Israel e o Irã.
No mês passado, ataques aéreos mataram militares iranianos na Síria, com muitos atribuindo os ataques não reclamados a Israel.
No início desta semana, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, anunciou que Israel roubou uma coleção de documentos nucleares de Teerã, acusando-o de não cumprimir corretamente com o acordo nuclear assinado com as grandes potencias, e isso pode sinalizar a prontidão de Israel para se envolver diretamente em uma guerra com o Irã.[post_ad]
No início desta semana, o Knesset (parlamento) de Israel, votou por 62-42 a favor da concessão de autoridade ao primeiro-ministro para consultar apenas o seu ministro da Defesa antes de ordenar uma grande operação militar. A lei exigia anteriormente uma votação completa do gabinete para empurrar o país para o conflito.
Críticos da nova lei, dizem que essa decisão efetivamente dá liberdade ao primeiro-ministro, removendo a supervisão de gabinete. e o momento da lei coincide com as crescentes tensões na região.
A disputa entre Israel e Irã, ocorre há décadas e tem sido travada em grande parte por meio de guerras por procuração e ataques cibernéticos. 
Mas as recentes hostilidades entre os dois poderiam estar levando as nações à beira de uma guerra total.
Em fevereiro, Israel abateu um drone que afirma ter sido lançado por forças iranianas que operavam na Síria. 
Um porta-voz do exército israelense afirmou que o drone estava “carregando explosivos” e foi lançado “como um ato de sabotagem em território israelense”.
No mês passado, ataques aéreos atingiram um aeródromo do governo na Síria , supostamente atacando e matando quatro militares iranianos estacionados na base. 
A Rússia e o Irã foram rápidos em culpar Israel, que permaneceu em silêncio, apesar de várias fontes afirmarem que Israel estava por trás do ataque .
Se Israel fosse responsável pelo ataque, poderia servir como o primeiro sinal de confronto militar direto entre Israel e o Irã. O Irã desde então prometeu retaliação .
E nesta semana o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez uma apresentação dramática, acusando o Irã de mentir sobre sua busca por armas nucleares.
Netanyahu revelou que a agência de espionagem israelense Mossad, invadiu sistemas do Irã e roubou 110 mil documentos supostamente sobre o programa nuclear iraniano.
O anúncio provocativo de Israel do ataque é provavelmente parte de sua guerra psicológica contra o Irã mas pode vir a se tornar em uma guerra real e direta.
A Rússia pediu a Israel que forneça imediatamente qualquer informação que possa ter sobre o prosseguimento do programa nuclear do Irã à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), disse na quinta-feira o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.

Se Israel ou qualquer outra pessoa receber documentos que alegadamente provam que o Irã ainda tem planos de desenvolver armas nucleares, esses documentos devem ser entregues à AIEA, responsável pela implementação do Plano de Ação Integral Conjunto”, disse Lavrov, segundo o Sputnik.

Fonte: Business Insider

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