General Mourão que sugeriu uma intervenção militar no Brasil para resolver crise política, pode ser punido pelo Exercito

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3 min de leitura

18 de setembro de 2017 – 15:40:02

Noticia retirada do jornal O Globo

O Secretário de economia e finanças do Exército, o general Antonio Hamilton Mourão mandou às favas a lei e os regulamentos de sua Arma ao admitir na última sexta-feira, em palestra promovida pela maçonaria em Brasília, que “uma intervenção militar” poderá acontecer se o Judiciário “não solucionar o problema político”. 
Fardado e à vontade, Mourão disse que poderá chegar um momento em que os militares terão que “impor isso” [ação militar] e que essa “imposição não será fácil”.
Segundo ele, seus “companheiros” do Alto Comando do Exército avaliam que ainda não é o momento, mas que ela poderá ocorrer após “aproximações sucessivas”.
Militar na ativa, como é o caso de Mourão, não pode falar de assuntos políticos em público. É o que diz a lei. Quem fala em nome das Forças Armadas é o ministro da Defesa. Cada Arma tem seu comandante que fala por ela. O Poder Militar é subordinado ao Poder Civil. O presidente da República é o comandante das Forças Armadas.
Mourão é reincidente. Em outubro de 2015, foi exonerado do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre, pelo atual comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, e transferido para Brasília.
Havia feito críticas ao governo da então presidente da República (Dilma Russef). Perdeu o comando sobre tropas e ganhou o comando de uma mesa. Não aprendeu nada com a punição.
Na palestra para seus irmãos maçons, Mourão definiu-se orgulhoso como “eterno integrante da [comunidade de] inteligência”. Tal comunidade, que se estruturou depois do golpe militar de 1964, forneceu torturadores e assassinos que atuaram em defesa do regime durante seus 21 anos. 
Para Mourão, a sociedade brasileira carece de coesão cívica.

“Ela mal e porcamente se robustece para torcer pela Seleção ou então sai brigando entre si em qualquer jogo”, observou.

“Se o Judiciário for incapaz de retirar da vida pública “esses elementos envolvidos em ilícitos”, os militares se encarregarão da tarefa”, ele disse.
Espera-se uma nova punição para Mourão. Se não vier, estará aberta a porteira à passagem outra vez da anarquia militar. Isso não será bom para o país, muito menos para os militares.
Fonte: O Globo

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1 Comment

  1. Parabenss Irmao Mourão! Apoio total e integral !
    Ha muito esperamos por uma poisiçao concreta com relaçao à esses corruptos !

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